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Que sorte a minha…

janeiro 31, 2020

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Que sorte a minha ter você ao meu lado. Que sorte poder acordar com seu corpo quente, sempre pronto para me dar um abraço de bom dia. Sorte saber que você pensa em mim quando vai almoçar em um lugar cheio de saladas ou quando prova um pudim dos sonhos, que eu amaria experimentar. 

Muita sorte saber que você vai me ligar para saber como está minha rotina, mesmo quando ela está completamente sem graça e sem cor…

Que sorte eu tenho por compartilhar minha vida com alguém como você, que me coloca em um lugar de destaque, aquele restrito à sua companheira de vida. Que sorte ter você ao meu lado, essa pessoa que me ama com todos os meus discursos ácidos e meus ataques de histeria; que me entrega um sorriso sincero quando descobre minhas infinitas falhas; que se inspira nos textos que escrevo e que enobrece minhas histórias, mesmo quando estas são prováveis candidatas a um lugar calmo na estante mais próxima. 

Que sorte ter você como meu amigo mais fiel, meu cúmplice nas aventuras mais doidas e meu companheiro de filmes e séries assistidas no conforto da nossa cama encantada. Muita, mas muita sorte poder compartilhar os meus gens com os seus e criar a maravilha que são os nossos filhos, aqueles projetos de puro amor que deram tão certo justamente pelos passos não planejados da nossa história confusa e feliz. 

Que sorte me trouxe aquele dia chuvoso, naquele momento em que você me pediu para percorrermos juntos um caminho desconhecido. Que sorte a minha ter recebido esse convite…

Fui! (comemorar mais um ano ao seu lado…)

Ah, se eles soubessem…

janeiro 21, 2020

Ah, se eles soubessem

Por vezes sigo questionando o quanto eles sabem sobre a vida que os cerca. Será que aprenderam a construir seu império de marcas a partir de rótulos antigos? Ou compraram novos pacotes com funcionalidades mais atuais? Ah… se eles soubessem! Se soubessem que não se trata de encontrar a sua própria sintonia, mas de saber viver com a sua música em um compasso que combine com a letra que toca na casa ao lado, eles seriam, certamente, muito mais felizes.

Se soubessem que sua luta diária para fazer crer que seus vários quilos são legítimos, entenderiam que não se trata de algo político, mas de uma forma decente de encontrar a beleza com suavidade e elegância. Afinal, não é necessário mostrar aquilo que nem nós mesmos, na nossa maior intimidade, gostamos de ver. Não é necessário satisfazermos nosso ego com elogios que não nos pertencem nem fazer o possível para merecer o que não foi destinado a nós. 

Não precisamos de consolo o tempo todo. Às vezes só precisamos chorar um pouco a dor que nos acompanha a passos lentos e insistentes. Às vezes, precisamos de um pouco de verdade e de realidade para acordarmos deste sonho interminável que é colorido demais para nossos olhos otimistas. 

Facilmente nos esquecemos de agradecer a reza que se concretizou, a que não foi pra frente e a que descartamos porque perdeu o sentido. Mas sempre nos lembramos de cobrar pelo que não conseguimos, mesmo que esse algo seja mera vaidade ou mera questão de tempo. E se esse algo não chegar nunca, não devia ser caso de revolta ou sentimento de injustiça; devia ser mais um motivo para lamentar pelo que não foi ou que nunca será e, jamais uma causa para indignação. 

Ah… se eles soubessem como é fácil a vida de quem não arruma confusão ou de quem não lamenta sem razão. Se soubessem que o tempo que temos parece muito, mas na verdade é tão pouco… 

E se soubessem o bem que fazem a si próprios quando optam por não fazer seus intermináveis discursos sobre o que é certo ou errado na sociedade em que vivem, talvez aprenderiam que viver está muito além de expor as suas verdades ou não abrir mão das suas convicções. 

Fui! (aprender…)

Desejos Para a Próxima Década

dezembro 30, 2019

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Desejo nesta próxima década encontrar mais razões para sorrir que para chorar.
Desejo fugir de tudo que me lembre das fraquezas que tive, das dores que senti nas despedidas fortuitas e nas passagens mais tenras.

Desejo esquecer os desafetos que entreguei aos que me eram caros e também a todos que sempre enxerguei “gratuitos”…

Desejo sentir leveza em forma de brisa, aconchego na forma de bronzeado e frescor na forma de um banho gelado. Nesta nova década desejo experimentar novos sabores, cheirar novos perfumes, vivenciar novas oportunidades.

Desejo ser mais paciente com os que amo e amar mais e melhor esses mesmos amores, que me acompanham há tanto tempo e que fizeram desta última década um tempo de alegria, companheirismo e aprendizagem.

Desejo ter tudo que quero e que acredito merecer; desejo segurança e estabilidade, mas também doses homéricas de satisfação e abundância!

Desejo que o meu bem vença o mal deles, que o meu time vença e que o meu corpo supere toda e qualquer dose de veneno que eu coloque nele, sejam esses venenos provindos do físico ou da alma.

Desejo que meu talento seja reconhecido de forma mundana, que os aplausos venham em excesso e que minha luz se destaque no meio desta multidão de pessoas extraordinárias.

Desejo mais pra mim, um milhão de “sim” e todas as entradas que me forem convenientes, “abertas”.

Desejo que o ódio de quem não me quer bem não encontre minha silhueta, assim como a dos meus amores. Que toda a falência e tristeza que reina em outrem permaneçam quietas por baixo das labaredas do seu próprio inferno.

Desejo que a sintonia de sucesso prospere na nossa festa, que a palavra saúde sobreviva aos nossos piores instintos e que a proteção divina ancore nas nossas casas.

Desejo que 2020 venha com gosto de mar, traga uma mala cheia de presentes na forma de conquistas e que mostre para todos que a culpa que cada um carrega dentro de si é totalmente desnecessária, afinal, essa vida é apenas uma estrada em que caminhamos aprendendo e que, de vez em quando, paramos para desejar algo novo…

Fui! (Receber 2020!!!)

Agradeço

dezembro 25, 2019

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Neste Natal quero agradecer a você por existir. Agradeço cada sorriso, cada cansaço, cada semblante de felicidade, cada esboço de arte, cada frase incompleta, cada olhar inquieto…

Agradeço ao povo do céu a honra de ter você nos meus braços, de poder caminhar ao seu lado com tanto afeto envolvendo nossos passos; agradeço por poder sentir seu calor, seu cheiro, suas emoções vivas em cada contorno irregular da minha história inacabada.

Agradeço por ser chamada desta forma carinhosa, por ser eu a pessoa que pode determinar o que é melhor para você, ainda que por um tempo determinado, ainda que diante de um desafio constante que é te entregar para este Mundo enorme, ainda que machucando um pouquinho de mim a cada segundo em que percebo que você já não precisa do meu cordão para respirar ou da minha mão para se apoiar….

E é no momento em que vejo você escolhendo seus próprios enfeites para decorar a árvore da sua casa, que percebo como o tempo foi generoso comigo, em todo o tempo em que tive você como meu presente mais especial.

Obrigada por fazer minha vida tão plena e meu Natal tão cheio de vida!

Fui! (agradecer a você, todos os anos, em todo Natal…)

Meu Natal

dezembro 24, 2019

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Depois de tanto tempo percebi que nunca seria perfeita. Percebi também que meus desejos eram mais estranhos que os dos outros e que eu era, sem dúvidas, um alguém muito incomum. Percebi que meus sonhos não traduziam a verdade que os fiéis acreditavam, que meu caminho era torto e com menos brilho que o engomado perfeito do cabelo do meu meio-irmão mais amado e admirado.

Sempre fugi dos esteriótipos e posso admitir, ainda que com alguma culpa, que fiz por merecer a desaprovação da minha avó paterna, aquela que gostava mais das bonecas dela da infância do que da neta que escolheu pintar a pele e o cabelo para se sujar na imundice desse mundo enorme… 

Busquei meus melhores amigos em becos escuros, respirei o ar poluído da fumaça deles, e, mesmo sem querer, acabei cedendo à tentação que é absorver angústias e alegrias na forma de tragadas. Fingi não gostar tanto do gosto amargo do álcool que insistia em terminar na palma das minhas mãos, a hora que fosse, nas circunstâncias que fossem… 

Que tola fui eu, quando pensei que jamais deixaria de brincar de me rebelar, ao som daquelas canções com o agudo da guitarra ou a voz rouca de um cabeludo qualquer! Fui parar justamente na casa da minha tia, comendo nos pratos rebuscados da vovó e relembrando as frases de efeitos que minha mãe falava ao sair do banho… logo eu, que julgava-me blindada para eventos natalinos, que estimulam a cafonice das tradições familiares mais enjoadas, acabei ajudando minha sobrinha a terminar de montar sua árvore de Natal. 

E o mais incrível desta história toda?  Eu gostei…

Fui! ( comemorar o Natal ao lado dos meus amores…)

Longe do Tempo

novembro 9, 2019

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Longe do tempo encontro a forma perfeita para me aproximar das alegrias e das dores que pedem a minha atenção, em todo momento em que estou distraída com as futilidades cotidianas, meramente ilustrativas. É ali, no espaço sagrado da minha mente inquieta que encontro a solução para todos os meus medos, dos mais sérios aos mais singelos, aqueles que me sufocam quando tento tirá-los da minha mandala viva, ao mesmo tempo em que me desafiam a tocá-los em suaves compassos de estratégia, respeito e enfrentamento.

Descubro que o tempo que tenho é muito maior do que percebo, em todas as horas aflitas em que acho que já está chegando o fim e que resta pouco para aproveitar a maravilha que é a vida do lado de fora dessas janelas pequenas; descubro que não é ele, o tempo, que controla o fluxo constante das minhas emoções, sejam elas leves ou pesadas, alegres ou tristes… é a minha paz interior que define o tempo que tenho para encontrar as respostas que tanto busco. 

Então, fujo do mundo confuso que me cerca e aprisiona, para olhar melhor as circunstâncias que me trazem aqui, nestes segundos inexatos e inconstantes, em que percebo que o tempo é apenas um reflexo dos meus mais puros desejos, onde minha verdade se sobressai aos medos que gritam dentro de mim, em um tom alto demais para suportar…

Fui! (Para longe do tempo…)

Meu Pensamento Pessimista

outubro 7, 2019

MeuPensamentoPessimista

Dentro da bolha da minha vida estabeleci estratégias de sobrevivência que fogem do discurso natural e das leis da disciplina do pensamento saudável, aquele que vem com um suco de laranja e doses de otimismo cotidiano…

Planejo cada dia como se fosse a última oportunidade de deixar minha marca, ainda que uma marca barulhenta ou uma marca com cores um pouco mais escuras do que os tons amenos do bom discurso correlato e inflexível. Abuso da negatividade em sua forma mais poderosa de proteção, em toda a sua cápsula criativa que traduz o poder da possível perda. Sim, do possível e nunca do eminente dano, porque sempre estamos suscetíveis a ele, seja em maior ou menor grau.

Então, abraço minha esfera pessimista com o máximo de esforço para que ela não me permita escapar dos meus objetivos mais pungentes. Faço dela minha oração diária para ajudar-me a controlar minha ira, a encontrar razão no perdão que não quero conceder e a seguir em frente com todos os desajustes que teriam sido consertados se tivesse olhado por um ângulo mais cuidadoso.

Despeço-me do otimismo gordo que enobrece os discursos calorosos de grandes mestres e encaro a dura subida de uma ladeira cujo nome se chama “cautela” e o sobrenome “cuidado”. Finjo tranquilidade nos momentos em que cito as palavras de que tudo vai dar muito certo sempre, mas anoto em meu caderno minhas rotas de fuga e meus protocolos de segurança.

Sou mais grata e mais feliz desta forma: beijando os que amo como se fosse a última vez que meu corpo os toca, para assim, festejar, em seguida, as próximas oportunidades de beijá-los de novo. E de novo. E de novo…

Fui! (agradecer a todas as inúmeras vezes em que a vida me surpreende…)