Maria Scarlet é uma personagem criada em 2010 pela autora Cris Coelho, e divulgada através das crônicas do site: MariaScarlet.com

A personagem traz o arquétipo do universo feminino, de forma original e diferente. É incisiva em apontar a irreverência habitual na sua narrativa ácida e pungente. Marca a quebra de padrões morais e transgride algumas leis sociais sem, contudo ultrapassar o limiar natural entre irreverência e vulgaridade. Maria Scarlet transita entre os universos do promíscuo proibido e da liberdade desejada; é mãe, filha, esposa e amante em todas as deliciosas dimensões que fogem ao pecado e que resultam na poesias de escritos fortes e marcantes.

Nesta circunstância, as crônicas foram sendo desenvolvidas para dar vida à personagem, de forma que Maria Scarlet contasse um pouco da sua visão de mundo e mostrasse sua importância através do olhar e da experiência de uma personagem contemporânea cheia de erros e defeitos, com traumas e problemas reais.

Cada crônica é única e define momentos e sentimentos comuns e inerentes a todos que respiram esse ar mundano, mas que compactuam com a crença de que existe um algo a mais nesse enredo de emoções, chamado “vida”.


História da Maria Scarlet:

Maria Eugênea Vasquez de Bragança, nasceu na Espanha no dia 13 de setembro de 1750, em uma família rica, de fé católica ortodoxa. Aos 14 anos foi explusa de casa, acusada de pecadora por ter sido flagrada em uma cena de sexo com o próprio tio. Aos 17 anos se mudou para Holanda e passou a chamar-se Maria Scarlet. Lá iniciou uma nova era de luxo e promiscuidade, onde criou o mais luxuoso e famoso bordel do bairro Red Light, o Bordel Scarlet. Teve uma única filha, que a chamou de Maria Luz. Viveu até os 58 anos de idade, vítima de tuberculose, contraída de um de seus clientes.

Até hoje, Maria Scarlet habita o imaginário masculino e a admiração de mulheres que sonham em um dia ser como ela: ousada, sarcástica e contemporânea ao seu tempo…

Pecados Capitais

Às vezes me sinto assim: queimando. Pode ser porque fui uma prostituta, porque sou uma dona de bordel ou porque, na verdade, o que existe hoje é minha alma pecadora, cheia de passivos, lotadas de erros do passado. Queimo de remorso e, às vezes, queimo de raiva por não ter me dado a chance de […]

Read more