Minha Escada

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Demorei tanto para chegar até aqui… ainda sinto meus tornozelos doerem e minhas panturrilhas incharem. Sinto todo o peso do mundo nas minhas costas: o peso da mágoa, da distância e da saudade; Sinto os batimentos do meu coração acelerarem a cada nova etapa, a cada subida mais íngreme e em todas as vezes em que sou obrigada a “correr para chegar a tempo”…

Sei apreciar também a vista durante o breve momento em que não estou subindo, com todos as pausas merecidas, nas horas em que a preguiça e o tédio invadem minha mente agonizante por um pouco mais de tempo comigo mesma. Aproveito também as confraternizações oportunas em que é possível ser eu mesma sem um objetivo pré-definido, ao lado dos que tanto amo e que me acompanham neste trajeto.

E em todas as vezes em que penso em desistir de subir, lembro que a minha escada não foi desenhada para descidas, apenas para subidas. É ali, no limiar da minha dor que encontro o pôr do sol mais lindo, onde contemplo os segundos de vitória que me permito desfrutar, com a pausa merecida para retomar meu fôlego e voltar a subir.

Até onde esses degraus chegarão eu não sei, mas me proponho a passar por cada um deles rumo ao lugar mais alto que eu possa conquistar, sempre subindo e jamais voltando a um nível mais baixo. E desta forma vou seguindo meu caminho, aquele cujo percurso não é fácil nem difícil, apenas “fascinante”…

Fui! (Subir…)

Cris Coelho

A minha literatura é livre de estereótipos, padrões e convenções. Ela entrega poesia onde há cotidiano. E renova minha fé em mim e no mundo. Cris Coelho, Escritora & Poetisa