O Que a Cinderela Quer?

E de repente o sonho de toda uma juventude se foi… as Cinderelas perderam seus status e passaram a ser as cortesãs da cidade, sempre em busca de um pouco mais de algo que elas mesmas nem sabiam ao certo o que era… 

No começo, elas descobriram que seu orgasmo era mais importante que seu recato, e com isso quiseram experimentar várias formas de prazer e ousaram ser autênticas em um mundo de pura hipocrisia. Mas descobriram, sem tardar muito, que o português é essencialmente masculino no quesito “qualidade”,  que esconde o gênero feminino sem nenhum pudor ou vaidade; descobriram também que, por mais que se esforçassem em permanecer belas, as Cinderelas, inevitavelmente, seriam trocadas por outras ainda mais belas, ou mais jovens, ou mesmo, mais livres. 

Elas aceitaram continuar com seus afazeres domésticos após receberem seu pesado anel, tão pesado quanto o fardo do dia a dia, que lhes cansavam a visão e lhes enchiam de pequenas coisas chamadas ansiedade, frustação e desânimo. As Cinderelas aceitaram parir o fruto desta união, que lhes entregou uma nova perspectiva de amor e, igualmente de cansaço.

Elas tentaram voltar para o trabalho, algumas conseguiram, outras não. Continuaram a tentar então. Mantiveram-se firmes no propósito de ter uma casa arrumada, uma mente sã e uma geladeira abastecida de todas as comidas mais saudáveis possíveis. Ensinaram suas crias que a vida regrada e dentro dos limites é a vida segura, que vai lhes favorecer o sucesso no futuro e, assim que os seus  iam dormir, se afundava em comprimidos, taças de vinho e pedaços de chocolate. 

As Cinderelas da vida moderna viram seu amor sair pela porta que um dia entraram juntos, rumo à uma vida feliz, cheia de expectativas e promessas. Hoje elas descobrem seus orgasmos com estranhos de aplicativos de relacionamento, fazem massagem tântrica e lêem conteúdo erótico. Elas não se cansam de escolher novas formas de sentir prazer, apesar de sua pele mais áspera e ressecada, apesar dos vários acessórios que juntaram pelo caminho…

Elas tiveram que sonhar outros sonhos, alguns bem diferentes do que haviam sido ensinadas a sonhar. E acabaram descobrindo que o seu querer inicial não era bem o “príncipe”, mas sim um vestido lindo e uma festa foda…

Fui! (Ensinar minha filha a escolher melhor seu vestido…)

Você

Depois de tanto tempo, de tantos caminhos percorridos, encontro razão nas palavras soltas que escutei do vento, neste longo inverno em que não consigo enxergar sua presença ao meu lado. Ele me dizia que não adianta buscar sua gargalhada nas esquinas da minha memória, pois estas não serão altas o suficiente para alegrar o meu dia. Mas, também me dizia que, se eu prestar bem atenção, vou encontrar você na sutileza do meu sorriso espontâneo, misturada com a dose de deboche e ironia que sempre nos pertenceu, de uma forma que continua sendo só nossa.

Esse mesmo vento, que gela minhas extremidades cada vez em que sou surpreendida por uma canção que você adorava, faz com que eu reflita sobre a minha própria história, de onde parti e para onde pretendo ir. 

É ali, no espaço sagrado do meu sentimento mais profundo, com um pouco do arrependimento de tudo que poderia ter sido e não foi, somado à saudade constante que sinto do cheiro do seu shampoo, misturado com o gosto da comida que você me fez adorar, que encontro a versão mais próxima da história que construímos.

E quando o vento chega assim de repente para me saudar, percebo que é você que vem, em segundos fortuitos de carinho e nostalgia, beijar meu rosto e dizer que me ama, independente do dia e do lugar em que você está…

Fui! (Sentir o vento gelado abraçar meu corpo com seu cheiro…)

Quem você pensa que eu sou?

Quem você pensa que eu sou, dentre tantas que você conhece? Quem você pensa que comanda minha mente inquieta, cada vez que penso em mudar tudo de novo? E quem você acha que vai mais longe, quando já era tempo de parar, mas minha marcha ainda está acelerada?

São tantas versões de mim em um espaço de tempo tão curto, que nego-me a acreditar que você saberia distinguir… mas em algo você pode acreditar: nenhuma versão é melhor do que a que se esconde atrás das minhas lágrimas de misericórdia, aquelas que esperam silenciosas o cair da noite para aparecerem, puras e libertadoras. Essa versão, desnuda de verdades inconfessáveis, transita pelo labirinto da minha alma machucada e assopra as angústias que ficaram presas em algum espaço de tempo em que não pude dizer nada diferente das mágoas que causei nos que mais me importavam.

E quem você acha que sou hoje, depois de tantas tempestades que enfrentei sozinha, sem conselho algum que me fizesse enxergar a avalanche que eu mesma causava à minha vida, cada vez que me aproximava de quem não deveria, ou cada vez que me distanciava das coisas que me traziam felicidade genuína?

Quem você acha que sou, depois de tanto tempo, depois das horas que não voltam, das músicas que optei por não dançar e dos amores que perdi no caminho? Quem você acha que hoje se senta sorridente na sua frente, sem disfarçar constrangimento ou pudor, proferindo palavras de baixo calão, em intempéries desencontradas de prazer explícito, sem nada a acrescentar a não ser eu mesma, complexa e intensa. E quem você acha que clama por seu toque igualmente cansado, depois de tantas idas e vindas, longe de um passado que prefiro deixar guardado em um lugar calmo da minha estante viva de memórias fortuitas? Quem você acha que sou?

Fui! (Tentar descobrir…)

Amo esse conjunto de coisas que definem você…

Amo tudo que define você. Amo esse conjunto de coisas que são tão vastas e, ao mesmo tempo, tão exclusivas em você. Amo seu temperamento explosivo, cheio de intempéries e contratempos em si mesma; amo seu sorriso sem graça quando percebe que exagerou e amo saber que você nunca vai consertar esse seu lado ciumento…

Amo ser o motivo da sua angústia, em todas as horas que demoro para ligar e, mais ainda, amo ser o motivo do seu sono tranquilo, todas as vezes em que você, exausta, adormece nos meus braços. Amo ser essa pessoa, que sem entender nada de moda ou de maquiagem, te dá conselhos sobre a sua estética perfeita. Sim, perfeita; porque para mim, tudo que compõe seu corpo é harmonioso e equilibrado, assim como a sua voz um pouco rouca e seus cabelos volumosos. Tudo é absolutamente proporcional ao conjunto de coisas que delimitam você para o mundo, assim como seu semblante terno e doce, que enfeita meus dias nublados com a cor dos seus olhos castanhos.

Amo a decoração de pintas posicionadas estrategicamente na vastidão da sua pele lisa, amo as cavidades nos cantinhos do seu rosto, que marcam sua alegria com um toque de nostalgia, e que enfeitam seu rosto lindo, cada vez que você sorri. Amo suas unhas pequenas que tentam crescer em mãos ágeis e impiedosas; amo vê-las nuas, despidas de esmaltes e brilhos, apenas claras e com peles saltando de seus cantinhos, exatamente da forma que são.

Amo sua dedicação com tudo e todos que lhe rodeiam. Amo seu tempero, mesmo quando o bolo sola, mesmo quando o arroz queima… amo a forma cuidadosa que você organiza seu armário, cheio de capricho em todos os espaços e detalhes. Amo essa sua mania de tentar conciliar tudo sempre, mesmo quando é impossível unir pessoas que se odeiam. E também amo quando você minimiza os problemas financeiros e diz em alto e bom som que amanhã será outro dia…

Amo o gosto de café que sai da sua boca pela manhã e o gosto de chocolate que você leva no final do dia. Amo sua gula e seu ímpeto. Amo a forma como você enrola seu cabelo, tentando refazer os cachos que já não vão voltar… amo ver seus olhos apertarem em busca das legendas pequenas, esperando pelos óculos que você nunca usa.

Amo essa sua bossa, que é só sua e que me faz te admirar mais a cada dia. Amo isso tudo… amo esse conjunto de coisas que definem você.

Fui! ( Te amar um pouquinho mais…)

Eu Só Quero Isso…

Eu só quero isso… só quero parar um instante para respirar e aceitar a vida como ela é. Quero gozar a vida que tenho, no tempo que posso e da forma que me comove. Quero poder sorrir sem medo de ser considerada fútil, quero silenciar meu manifesto sem precisar explicar minha ausência de fatos para os dramas do cotidiano e quero, por fim, entregar as circunstâncias do meu futuro para o destino decidir.

Quero comandar um exército de verdades não ditas e não quero brigar com os caprichos e recalques de quem eu mal conheço. Quero ser autêntica dentro da minha bolha e rir da minha miséria toda vez que olhar minha geladeira desabastecida ou minhas celulites bem nutridas… quero fazer da minha vida algo mais meu e menos do mundo, algo bem parecido com o enredo de um livro de romance, onde tudo que a mocinha precisa é de um bom café quente em um final de tarde frio, que contempla serena em um canto de uma janela qualquer.

Quero perder-me na vastidão das horas de maior movimento, sem culpa por isso ou por aquilo; quero deter-me no enlace do meu próprio reflexo, cheio de mistérios sinceros e de incríveis abismos morais. Quero pensar livremente sobre temas tão polêmicos sem que, para isto, tenha que me voluntariar para defender alguma causa. Quero parecer eu mesma, simples e modesta, mas sempre perfumada, com doses certas de equilíbrio e parcimônia, que encobrem a imensidão de pensamentos impuros que visitam minha mente inquieta.

Quero um pouco mais de café e um pouco menos de reclamações; quero experimentar o gosto amargo de ser eu mesma, mesmo que isso signifique colocar um pouco maquiagem cada vez que percebo o desgaste inevitável que minhas angústias causaram na minha pele tão bem tratada.

O que eu quero? Só isso…

Fui! (buscar…)

A Sua Cor Importa

Sim, importa. A sua cor importa. Desculpe parecer incisiva em citar um detalhe do seu atributo físico, mas a realidade é que todos os detalhes da sua história importam: a forma com que seus bisavós foram escravizados, a forma como seus avós e, provavelmente, seus pais foram humilhados por décadas, e a forma como você veio ao mundo, com olhos piedosos te cumprimentando pela árdua tarefa de sobreviver em um mundo esculpido por mãos negras para satisfazer vidas brancas. 

Espero que você entenda que o desamor que você sofreu desde sempre por conta da sua falta de opção em nascer com a sua pele escura não é intencional, ele é, na maior parte das vezes, um reflexo de toda a cultura opressiva a que eles, “os brancos” foram submetidos. É difícil viver em um mundo de brancos, assim como é difícil viver em um mundo onde você não consegue se encaixar… isso acontece com muitos homossexuais, judeus, gordos, deficientes, amantes, drogados e tantos outros, que são  constantemente classificados de uma forma errada para os padrões rígidos de uma sociedade falida. É difícil, mas não é impossível, porque os padrões não são eternos, eles mudam. 

Então, não minimize a importância da sua cor para misturar-se na multidão sufocante que aplaude guerras como se presenciassem o nascimento de uma nova vida. Não se misture, ressalte-se. Viva intensamente a escuridão avassaladora de todo seu ser, que aglomera anos de sofrimento para transformá-lo em pura poesia, com um brilho próprio, que se sustenta pela potência da sua melanina, imensa e absurdamente vasta em um corpo pintado por um Deus que escolheu você para transformar ideias pálidas e preconceituosas, em uma imensidão de novas oportunidades.

Mas não se esqueça nunca de que a sua cor importa; ela é o que te define gigante.

Fui! (Ouvir você…)

Muito Longe Dali…

Muito longe dali, escuto os passos do meu pai tentando apagar o fogo que insiste em se fazer presente no meio da sala pequena; aproximo-me e vejo seu rosto flamejar ruborizado, cheio de dor e pena de si próprio. Abraço a Teka com medo e, sem opção, fujo dos meus pensamentos para um lugar gelado e escuro. Sento-me no canto da sala e espero ansiosa minha vida passar por mim. 

Agradeço o tempo que me brindou com o esquecimento fortuito daquele dia infeliz, da história que gostaria que não me pertencesse, mas pertence. Passo anos tentando enterrar as imagens das labaredas com seus desastrosos sons, que anunciavam a despedida precoce do homem que me deu mais do que doses certas de amor.

Entendo que é preciso coragem para continuar a caminhada, mas falta-me um pouco mais de mel para adoçar o bolo que preparei para o seu aniversário. Será que ele vai me agradecer por ter lembrado do seu funeral? Enxugo as lágrimas que descem saltitantes pelo meu rosto e entrego um pouco de dor para a Teka, para que ela possa ajudar-me a esquecer, ou, ao menos, tirar um pouco do peso dos meus ombros cansados. 

Entendo que é hora de virar a página, mas não consigo fazer o bolo crescer. Não consigo ligar o carro… não consigo. Volto para o meu antigo apartamento e abro o armário da despensa; busco minha caixa de recordações para tocar nas cinzas do meu manifesto, cheio de memórias e absurdos inconfessáveis, cheio de verdades e desgostos. Sinto o calor dessas imagens aquecerem as palmas das minhas extremidades e respiro um pouco do perfume tóxico que inundou minha mente por tanto tempo… 

Ali, sem nenhum pudor, está o artefato usado para explorar a minha ingenuidade. Ali, sujo de sangue, está a arma que ele usou para acabar com a alegria de todas as próximas experiências da minha vida. Ali, naquela caixa pequena e pesada, está a verdade que eu tento esconder de mim por toda uma vida…

Fui! (colocar um pouco mais de mel no bolo sem graça…)

* ESTE É UM TEXTO QUE ALERTA SOBRE OS ABUSOS DE FAMILIARES A CRIANÇAS DENTRO DE SUAS PRÓPRIAS CASAS *

Mais Abraços

Um post antigo que retorna agora para abraçar virtualmente todos os meus amigos e seguidores neste momento tão difícil da nossa existência. Sintam-se abraçados!!!

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Mais abraços. É o que eu desejo ganhar de presente. Mais abraços apertados, mais abraços corridos e mais abraços sinceros. Preciso sentir o cheiro e o toque áspero da pele desidratada nas dobras que se encontram com minhas mãos, igualmente calejadas e cansadas. Sou mais próxima dos que quero proteger em meus braços do que os que me acobertam de calor e carinho. 

Prefiro abraçar. Prefiro entregar o meu apreço genuíno para quem é importante pra mim. Não recuso seu abraço, porém, peço que espere até a próxima parada. Para me ter em sua sintonia preciso me abrir para você, me desconectar um pouco de mim e sobreviver a enxurrada de amor que você me passa cada vez que me toca.

Seus abraços são apertados, demorados e intensos. Não consigo entender o real significado deles, se é proteção, amor, carinho ou tudo junto. Prefiro pensar que é a forma mais singela de dizer “eu gosto de você” e dessa forma, recebo sua declaração de amor, menos direta que um olhar, mas mais terna e acolhedora.

Te devolvo o abraço que não entreguei antes, desejando voltar a ter seus abraços ao meu redor.  Penso em como a vida passa rápido e em como nós não nos damos conta da importância desses abraços… espero que não seja tarde para dizer que adorei te ter tão perto de mim, em um abraço que não vai terminar nunca.

Fui! (abraçar todos que amo…)

Aos que se foram…

msfotoCaminhos

Aos que se foram, os que partiram e que deixaram esse imenso eco na sala cheia de lembranças inoportunas, declaro a eternidade das minhas emoções, todas pontuadas com risos e frases de efeito, e quase sempre, amadurecidas na seriedade do tom de voz de cada um de vocês, com toda delicadeza que minha mente inquieta consegue expressar.

Suplico em uma cadência repetida, que vocês me devolvam um pouco de mim, em todas as vezes em que estive na companhia de vocês, quando deixei um pouco da minha ingênua alegria salpicar o espaço sagrado que dividimos, em meio aos barulhos do cotidiano agitado, que se passava lentamente por nós, como meros expectadores da nossa sintonia.

Peço paz e tranquilidade para seguir descalça nesta estrada enlameada, cheia de resíduos e fragmentos da nossa história, agora dirimidos em escassas frações dos sons e das cores que marcaram a nossa vida.

Esqueço, por alguns segundos, que vocês se foram e encontro-me com seus semblantes sorridentes a espera do meu discurso de sempre; mas não consigo proferir palavra alguma neste luminoso instante em que nossos olhares se encontram. Limito-me a dizer, unicamente: obrigada. E sigo de volta para a realidade assustadora, que é acordar todos os dias sem o tempo presente do seu ser…

Fui! (Reverenciar os meus amores do passado e do futuro…)

Enfim, em Paz

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Enfim, encontro a paz que tanto busquei. Retiro a maquiagem despropositada e sem utilidade para enxergar o rosto que desfrutou comigo tantas alegrias fugazes e desgostos que demoraram mais do que eu gostaria para partirem em busca de um outro lar rancoroso…

Encontro em meu tempo vago razões para não fazer nada, exatamente da forma que planejei há muitos e muitos anos atrás. Agora posso usufruir da minha companhia sem medo do que vou encontrar depois que atravessar a próxima esquina dos desafetos que conquistei e dos amores que desperdicei; sou eu, em uma versão milhões de vezes mais forte que se depara com a menina e a senhora, ambas mais complexas e irritantemente perfeitas, cada uma com suas vantagens paradoxais e nenhuma com a incrível sensação de plenitude que hoje desfruto.

E essa sensação que hoje saúdo se deve à liberdade dos meus passos, que hoje parecem deslocar-se do piso frio que reveste os poucos metros quadrados da casa que me serve de lar. E é irônico pensar que, justamente no momento em que eu deveria sentir-me mais presa e enclausurada, encontro meu mais profundo regozijo e renuncio aos males que carreguei por tantos anos a fio. Desfaço-me das culpas fortuitas e abraço a falta de comprometimento com o mundo para agarrar-me a única ideia que prevalece forte em minha mente: o meu mais profundo bem-estar.

Entrego o incômodo que anunciava minhas palpitações, devolvo as ingratidões que sofri e ignoro os incômodos pela falta de aplausos no percurso do meu caminho. Já não me importam as palavras ditas com desdém ou as palavras jamais ditas em hora nenhuma, que fizeram tanta falta um dia…

Quase não reconheço-me em cores tão suaves, com um semblante tão sereno… já não busco dar minha opinião a quem não clamou por elas e avalio se o peso das angústias de outrem vai ser saudável para o meu equilíbrio. Lembro-me de tudo que havia programado e percebo que agora, nesse momento infinito, já não me importa concluir todos os itens da minha lista, apenas alguns deles ou mesmo nenhum. Percebo que esses itens, na verdade, não importam mais. Porque a única coisa que me importa fazer neste tempo sagrado é contemplar a maravilha que é minha vida, frente a esta própria realidade, a minha.

Não lamento mais a dor dos que ficaram sós e não angustio-me pelos fatos que não posso mudar. E é claro, peço que não me enxergue como uma pessoa fria ou egoísta… sou apenas um alguém que precisa tirar um tempo longe do mundo para dedicar-se única e exclusivamente aos seus caprichos pessoais e intransferíveis, como perceber a intensidade dos raios solares que entram pela fresta da minha janela no meio da manhã.

Fui! (Sentir-me…)