Borboletas

borboletas

Haverá um tempo em que você não precisará mais se preocupar com a sua aparência. Nesse tempo, você será livre para ser bonita da forma que é, sem precisar de dietas malucas ou maquiagens excessivas. Você poderá experimentar o sabor dos temperos e o doce gosto do que hoje lhe é proibido. Poderá usar o que lhe agrada, sem parecer ridícula aos olhos de quem te julga. 

Um dia, você poderá fazer o que quiser com seu corpo, poderá usá-lo livremente sem se importar com o pensamento alheio. Mas lembre-se que o corpo é seu, o mundo, não. As pessoas provavelmente ainda não estarão prontas para enxergar o mundo através do seu olhar, então, cuidado para não magoá-las com palavras indevidas e com manifestos de ódio pelo que elas cultuam uma vida inteira…

Saiba caminhar na linha que divide o seu direito de se expressar com o universo limitador dos mais retrógrados. Não se ganha uma guerra destruindo o inimigo, se ganha uma guerra dominando o seu território. E no seu caso, lembre-se, você não está em guerra com ninguém. Você só quer o seu espaço.

Então divida os territórios e mapeie os locais onde suas palavras terão a liberdade de voarem como borboletas, e os lugares em que elas devem pousar e esperar. 

Seja paciente com o Mundo em que você vive. Com elegância e educação você conseguirá tudo o que quiser. E suas borboletas voarão mais alto…

Fui! (encontrar a minha linha e soltar minhas borboletas…)

 

Cris Coelho

A minha literatura é livre de estereótipos, padrões e convenções. Ela entrega poesia onde há cotidiano. E renova minha fé em mim e no mundo. Cris Coelho, Escritora & Poetisa