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Sopro

julho 19, 2017

sopro

A vida começa e se acaba como um sopro. Tantos momentos importantes passam por nós em uma velocidade incrível, que quase não conseguimos contemplá-los em sua magistral beleza. A vida corre em direção ao futuro e nos deixa de recordação nosso presente, mas que só conseguimos perceber quando vira passado.

São tantas as recordações que eu queria vivenciar de novo, são tantos os momentos que me marcaram… sou tão eu, em versões menores e sem tanta maturidade, que se veste de branco e brinca como uma criança ao lado dos velhos da minha família. Sou eu, virgem de traumas e desencontros, que queria passear pelo meu bairro, reencontrar aqueles que não pareceram nada além de simples passantes, mas que acabaram se tornando importantes ao final da estrada. Sou eu que queria sentir de novo o cheiro doce e artificial do condicionador que ela usava, ver suas unhas desgastadas, recorrer ao seu abraço enquanto escutamos um pouco da nossa música favorita.

E quanto mais eu vejo meu futuro se aproximar, mais eu desfruto meu presente com suavidade e complacência. Não quero perder nada nem pensar amanhã que esses momentos não foram degustados com o máximo de deleite possível. Quero sentir cada abraço, receber cada palavra de amor como um presente e respirar o perfume deles hoje, porque certamente seus cheiros serão diferentes amanhã… assim como suas vontades, assim como suas vidas.

Fui! (viver esse sopro que é a vida…)

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