Vou de Novo

Vou de novo, do jeito que for, mas vou. Vou encarar minha alma machucada através da sinceridade do meu olhar e vou fazer o que sei fazer melhor, que é escutar minha voz e seguir em frente. Não posso mudar os fatos e as pessoas à minha volta, mas posso mudar, de novo, minha percepção sobre eles…

Sou eu, um instrumento pequeno de adoração do oculto que adora brincar de adivinhar o futuro dos que amo; o futuro deles, porque o meu, prefiro não saber na verdade… escolho a dúvida do amanhã frente à certeza do caos que habita a parte da minha mente pessimista. Prefiro ser a prova viva da minha própria superação diária do que ser escrava das minha manias mais básicas, ainda que sejam elas um simples levantar de pálpebras ou uma alongada no corpo, quando o sono do desapontamento invade minhas tardes antipáticas…

Respiro em busca desse algo a mais que trago dentro de mim, mesmo sabendo que preciso quebrar-me em vários pequenos pedaços para encontrar de novo minha essência. E, mesmo com tantas dificuldades criadas por mim mesma, busco essa sintonia que habita meu lugar seguro, no espaço sagrado da outra parte da minha mente, aquela que é otimista e que insiste para que eu “vá de novo”. E eu vou… de novo.

Fui! (Buscar-me…)

Cris Coelho

A minha literatura é livre de estereótipos, padrões e convenções. Ela entrega poesia onde há cotidiano. E renova minha fé em mim e no mundo. Cris Coelho, Escritora & Poetisa

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