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Saudade

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Às vezes sinto saudade. Saudade do tempo em que era um alguém cheio de curiosidades e cheio de dúvidas também. Sinto saudade do cheiro da comida da avó, da brincadeira dos amigos, da mochila velha do colégio. Sinto saudade do leque de possibilidades que eu tinha, saudade da dúvida do que viria a seguir. 

Sinto saudade sim, saudade “dele”, do meu futuro. De um futuro que era tão enigmático e estimulante. De um futuro que se tornou tão diferente e ao mesmo tempo tão próximo dos meus sonhos. De um futuro que era alto, jovem, forte e rico. Sinto falta de imaginá-lo assim: grande.

O meu futuro não mudou de rosto, só chegou mais perto para que eu pudesse enxergá-lo com todas as suas rugas e pequenos defeitos. Se fez presente e me fez lembrar da casa onde eu me sentia segura, que agora está longe. E quanto mais perto “ele” se aproxima, mais saudade eu sinto e mais de longe eu vejo toda essa minha saudade…

Fui! (comprar uns óculos escuros…)

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