O Amante

Foi de mansinho até o bar.

Viu Simão de costas.

Alto, forte, másculo.

Não teve dúvidas, o abraçou.

Deslizou sua mão até embaixo do umbigo.

Chegou perto do seu brinquedo favorito.

Não pôde tocá-lo. Segurá-lo. Engolí-lo.

Sentiu medo. Alguém poderia reconhecê-lo.

Já estava tarde. Sua mulher o estava esperando.

Não importava… Ia sonhar com ele a noite toda.

Cris Coelho

A minha literatura é livre de estereótipos, padrões e convenções. Ela entrega poesia onde há cotidiano. E renova minha fé em mim e no mundo. Cris Coelho, Escritora & Poetisa