Desejos Para a Próxima Década

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Desejo nesta próxima década encontrar mais razões para sorrir que para chorar.
Desejo fugir de tudo que me lembre das fraquezas que tive, das dores que senti nas despedidas fortuitas e nas passagens mais tenras.

Desejo esquecer os desafetos que entreguei aos que me eram caros e também a todos que sempre enxerguei “gratuitos”…

Desejo sentir leveza em forma de brisa, aconchego na forma de bronzeado e frescor na forma de um banho gelado. Nesta nova década desejo experimentar novos sabores, cheirar novos perfumes, vivenciar novas oportunidades.

Desejo ser mais paciente com os que amo e amar mais e melhor esses mesmos amores, que me acompanham há tanto tempo e que fizeram desta última década um tempo de alegria, companheirismo e aprendizagem.

Desejo ter tudo que quero e que acredito merecer; desejo segurança e estabilidade, mas também doses homéricas de satisfação e abundância!

Desejo que o meu bem vença o mal deles, que o meu time vença e que o meu corpo supere toda e qualquer dose de veneno que eu coloque nele, sejam esses venenos provindos do físico ou da alma.

Desejo que meu talento seja reconhecido de forma mundana, que os aplausos venham em excesso e que minha luz se destaque no meio desta multidão de pessoas extraordinárias.

Desejo mais pra mim, um milhão de “sim” e todas as entradas que me forem convenientes, “abertas”.

Desejo que o ódio de quem não me quer bem não encontre minha silhueta, assim como a dos meus amores. Que toda a falência e tristeza que reina em outrem permaneçam quietas por baixo das labaredas do seu próprio inferno.

Desejo que a sintonia de sucesso prospere na nossa festa, que a palavra saúde sobreviva aos nossos piores instintos e que a proteção divina ancore nas nossas casas.

Desejo que 2020 venha com gosto de mar, traga uma mala cheia de presentes na forma de conquistas e que mostre para todos que a culpa que cada um carrega dentro de si é totalmente desnecessária, afinal, essa vida é apenas uma estrada em que caminhamos aprendendo e que, de vez em quando, paramos para desejar algo novo…

Fui! (Receber 2020!!!)

Agradeço

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Neste Natal quero agradecer a você por existir. Agradeço cada sorriso, cada cansaço, cada semblante de felicidade, cada esboço de arte, cada frase incompleta, cada olhar inquieto…

Agradeço ao povo do céu a honra de ter você nos meus braços, de poder caminhar ao seu lado com tanto afeto envolvendo nossos passos; agradeço por poder sentir seu calor, seu cheiro, suas emoções vivas em cada contorno irregular da minha história inacabada.

Agradeço por ser chamada desta forma carinhosa, por ser eu a pessoa que pode determinar o que é melhor para você, ainda que por um tempo determinado, ainda que diante de um desafio constante que é te entregar para este Mundo enorme, ainda que machucando um pouquinho de mim a cada segundo em que percebo que você já não precisa do meu cordão para respirar ou da minha mão para se apoiar….

E é no momento em que vejo você escolhendo seus próprios enfeites para decorar a árvore da sua casa, que percebo como o tempo foi generoso comigo, em todo o tempo em que tive você como meu presente mais especial.

Obrigada por fazer minha vida tão plena e meu Natal tão cheio de vida!

Fui! (agradecer a você, todos os anos, em todo Natal…)

Meu Natal

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Depois de tanto tempo percebi que nunca seria perfeita. Percebi também que meus desejos eram mais estranhos que os dos outros e que eu era, sem dúvidas, um alguém muito incomum. Percebi que meus sonhos não traduziam a verdade que os fiéis acreditavam, que meu caminho era torto e com menos brilho que o engomado perfeito do cabelo do meu meio-irmão mais amado e admirado.

Sempre fugi dos esteriótipos e posso admitir, ainda que com alguma culpa, que fiz por merecer a desaprovação da minha avó paterna, aquela que gostava mais das bonecas dela da infância do que da neta que escolheu pintar a pele e o cabelo para se sujar na imundice desse mundo enorme… 

Busquei meus melhores amigos em becos escuros, respirei o ar poluído da fumaça deles, e, mesmo sem querer, acabei cedendo à tentação que é absorver angústias e alegrias na forma de tragadas. Fingi não gostar tanto do gosto amargo do álcool que insistia em terminar na palma das minhas mãos, a hora que fosse, nas circunstâncias que fossem… 

Que tola fui eu, quando pensei que jamais deixaria de brincar de me rebelar, ao som daquelas canções com o agudo da guitarra ou a voz rouca de um cabeludo qualquer! Fui parar justamente na casa da minha tia, comendo nos pratos rebuscados da vovó e relembrando as frases de efeitos que minha mãe falava ao sair do banho… logo eu, que julgava-me blindada para eventos natalinos, que estimulam a cafonice das tradições familiares mais enjoadas, acabei ajudando minha sobrinha a terminar de montar sua árvore de Natal. 

E o mais incrível desta história toda?  Eu gostei…

Fui! ( comemorar o Natal ao lado dos meus amores…)