FELIZ VIDA

Feliz VIDA

Feliz hoje, ontem e amanhã. Felizes momentos ao lado de quem é importante para nós e de quem sentirá nossa falta quando não mais estivermos por aqui.

Felizes todos os dias de sol, mesmo sabendo que raramente podemos mergulhar em um mar gelado, com a brisa do vento para refrescar nossa face mais real e menos séria.

Felizes todos os inconvenientes que nos fazem atrasar mais do que podíamos, mas que, de alguma forma, nos impedem de seguir viagem rumo a algum perigo.

Felizes deles, que nos tiraram algo que pensávamos ser valioso, mas que só quando se foi, percebemos a insignificância disso ou daquilo.

Felizes, mas felizes mesmo, somos todos nós, que buscamos paz nos arredores dos sonhos que plantamos. Aqueles que sabemos que dificilmente se realizarão, mas que nos acompanham durante a nossa jornada, tão vivos e tão presentes que reluzem mais coloridos ainda, como se fossem relances de um trailer de um desses filmes que nos inspiram a seguir, mesmo quando as luzes estão fracas.

Feliz de mim, que, mesmo na sua ausência, consigo sentir seu calor; feliz de mim, que tenho as lembranças reais de uma vida cheia de você.

Felizes de nós, que formamos essa imensa família diversa, heterogênea e incrivelmente farta de divergências deliciosas e inspiradoras.

Felizes das cores que carregamos, que precisam destacar-se dos tons de cinza que os nossos afetos trazem para escurecê-las, e que, sem percebermos, acabam compondo a mais linda pintura.

Feliz de quem pode, no final da estrada, em um compasso de amor e nostalgia, depois da espera que pareceu levar uma eternidade, ver esse sorriso lindo refletido no espelho de casa, cada vez que você sente felicidade…

Fui! (Ser feliz…)

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Não Me conte Seus Segredos

Por favor, não me conte seus segredos. Mantenha-os quietos, fechados dentro de suas caixas de vidro, cuja proteção é tão hermética e, ao mesmo tempo, tão frágil… são eles, os senhores da justiça, que balançam o pêndulo da dúvida sobre a sua moral e que decidem quem pode ou não viver nesta selva de egos chamada “vida”. E somos todos nós, robôs idealizados à imagem e semelhança do próximo, sempre que esse próximo representar o que há de mais lindo. 

Porque não há nada melhor do que aparentar ser melhor do que você jamais foi, e ser perfeito na definição de quem procura esse “algo a mais”; não há nada melhor do que ser, simplesmente, completo aos olhos dos estranhos que rodeiam a sua vida com a intimidade de locutores de rádio, que dissipam as verdades com milhões de tons mais reluzentes que os cinzas opacos do seu acordar sonolento e cansado…

Faz tempo que queria dizer a você as verdades intocadas da vida que nos acomoda em seu colo, itinerante e faceira como toda boa brisa que vem do mar gelado direto para os nossos corpos: ela nos refresca e umedece, mas não nos mostra sua verdadeira temperatura, até que entremos por inteiro no mar.

Então, minha doce menina, seus segredos devem sempre ser camuflados debaixo das camadas de pó que intoxicamos nossa pele viva; devem ser contidos nos alicerces da sobrevivência servil, nos arredores desta cidade de máscaras e devem, por fim, reinar absolutos no espaço sagrado da sua mente, sempre que você conseguir atingir o sono mais profundo, onde ali, você poderá deixá-los vagar livremente na sua própria escuridão…

Fui! (Visitar meus segredos…)