Há Momentos na Vida…

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Há momentos na vida em que paramos de nos preocupar tanto com o futuro…

Há momentos em que o presente se torna mais essencial.

Há momentos na vida em que não nos preocupamos muito mais com o nosso bem estar, mas sabemos exatamente o que o nosso filho precisa, ou, pelo menos, achamos que sabemos.

Há momentos em que o fio da meia calça já não incomoda mais e que preferimos sandálias baixas, sem tanto glamour ou vaidade. Nesses momentos, o conforto nos importa mais.

Há momentos em que descobrimos que o que fizemos profissionalmente na vida não é tão grandioso assim: percebemos que não juntamos tanto dinheiro quanto deveríamos, não chegamos a lugares tão altos e nem mesmo adoramos o que fazemos. Há também, esses momentos, em que percebemos que a vida se desloca com uma rapidez inacreditável e que muitos bons amigos ficaram perdidos no início do nosso novo caminho.

Descobrimos que a cada novidade que chega, esquecemos um pouquinho mais de algo que já não tem tanta importância.

E há momentos em que percebemos que nada do que fizermos mudará o passado, e que nem todo novo começo pode ser realmente “novo”. Nesses momentos, descobrimos que o “novo” nunca existiu e que somos somente nós a procura de nós mesmos, de novo.

Fui! (desvendar o grande mistério que é viver…)

 

 

O que ela quer

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O que ela quer?

Ela quer tudo e mais um pouco. Quer descobrir o Mundo com seus próprios olhos, mas quer segurança também.

Ela quer comer doces, muitos doces, mas também quer um corpo perfeito.

Ela quer ser rica, mas gosta de dormir até tarde… Ela quer acordar loira e dormir morena.

Ela quer noites de loucura com muito sexo e paixão, mas também quer um amor verdadeiro que lhe dê a mão.

Ela quer ter amigas, muitas amigas, mas sente saudade da sua avó…

Ela quer ser culta, mas sempre acaba trocando seus livros pelos programas de culinária na tv.

Ela quer mais da vida, mas tem uma preguiça gigante para ir buscar esse “mais”.

Ela quer ser ela, mas não sabe ao certo quem é.

O que ela quer? Acho que nem ela sabe direito…

Fui! (descobrir o que eu quero…)

Colinho da Mamãe…

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A maternidade é algo lindo, divino. E se é divino, significa dizer que é algo de Deus. São elas, semi-deusas do cotidiano, almas envaidecidas pela responsabilidade de ter nas mãos seres completamente dependentes. E, mesmo que outra criatura do lar tente fazer algo similar, nunca, eu repito, nunca, será feito da mesma forma… “perfeita”. 

Porque as mães são… praticamente perfeitas. São aquelas cozinheiras que entendem tudo de temperos, mesmo quando a sua única opção é um “ketchup” rápido. São elas que sabem quando o filho não tomou banho, e as únicas a dar a permissão para o banho do dia seguinte… são elas, criaturas místicas, que prevêem o futuro somente com um olhar certeiro sobre a nova companheira do filho. Elas, as mães, são as donas do casa, mas são também escravas do tempo que não têm, que doam incessantemente para todos os seus, e que ficam, quando muito, com as sobras.

São as rainhas do lar abençoado por gritos e chantagens, são atrizes na arte do drama e da comédia, são as coadjuvantes mais essenciais para a vida caminhar.

Elas tentam dividir com os pais a árdua tarefa de educar. Talvez consigam alguma coisa… mas o lado mais quente da cama é sempre aquele perto do colinho da mamãe…

Fui! (dormir…)

 

Nossas Escolhas

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Somos todos frutos das nossas escolhas, dos nossos erros e acertos. Somos responsáveis pela miséria das gargalhadas cativas e pela bonança de todas as dúvidas e incertezas. Se caminhamos por lugares sombrios, somos nós quem deveríamos mudar de direção e não o caminho que deveria ser encurtado para chegarmos mais rápido do outro lado.

Somos nós quem devemos assumir a responsabilidade pela educação dos nossos filhos e não colocar a culpa na TV, ou no “playstation”, ou no celular. Tudo o que existe ao nosso redor deve ser cuidado, preservado ou mudado. Por nós.

Recebemos daquele ser lá de cima algo chamado “livre arbítrio”, e o que fazemos com ele? O escondemos embaixo dos milhões de papéis e contas que se acumulam na bagunça da nossa conturbada vida. Somos clientes de todo e qualquer profissional que nos diga o óbvio. Nada mais que o óbvio. Mas ainda assim estamos sempre precisando dos seus caros conselhos…

A verdade é que sempre precisamos de uma bússola, para nos guiar por essa enorme metrópole cheia de curvas e bifurcações. E mesmo quando as escolhas guiadas não acertam no ponto, ainda temos a oratória da verdade religiosa, que pune nossos pecados, mas que alivia a nossa consciência de todos os erros que são nossos, mas que insistimos em colocar no destino…

Fui! (Sobreviver ao holocausto que é “amadurecer”…)