Na Minha Época

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Escuto dizer “na minha época” como se eu pertencesse sempre a um tempo passado. Como se o tempo legítimo da minha existência fosse apenas aquele em que eu desfrutava da minha vigorosa juventude. Como se a jovialidade marcasse nos ponteiros do grande relógio o tempo a que pertencemos, aquele tempo que podemos chamar de “nosso”. O nosso tempo, na “nossa época”.

Esse tempo não é irreal nem contraditório. Ele é sim o nosso tempo, ou pelo menos parte dele. É um fragmento do tempo que temos, destacado pelos anos jovens que experimentamos viver bem, ainda que na clandestinidade da nossa tão invejada maturidade.

Se é na juventude que definimos os nossos tempos, seria no mínimo ilegítimo vivermos tão plenamente os outros tempos que roubamos da vida. Mas a verdade maior é que não existe o “nosso tempo”.  O que existe é a nossa vida, dividida em momentos preciosos, nas diferentes etapas em que existimos.

E o meu tempo, é o “agora”…

Fui! (Comemorar a chegada de mais um ano novo da minha época!)

 

Tatuada na Alma

tatuada

Das coisas que aprendi na vida, a melhor foi me rebelar. Me rebelar contra tudo e todos. Não pensar muito para agradar aos achados importantes, porque sempre existe uma platéia cativa e, mesmo que você não faça nada para conquistá-la, ela estará ali… aplaudindo de pé. Aos que se levantam e se vão ou os que vaiam, ainda que sejam a maioria, não importam seu desprezo e repúdio. Porque somos nós, no começo e no final da estrada, que enfrentaremos nossos maiores medos e culpas.

Somos nós que responderemos por nossos atos, então, vamos tatuar não só o corpo como também a alma. Vamos refazer a arquitetura perfeita de Deus dentro da nossa própria ótica, escrever a nossa história utilizando o nosso arbítrio e a nossa falta de juízo, porque responsabilidade é importante para preservar os que amamos e completamente dispensável para encontrar o caminho da tal felicidade.

Se somos pretos ou brancos, não importa. Importam mais as marcas que a nossa vida nos traz. As marcas de todas as tristezas, afagos e ilusões. São elas, as marcas de uma vida vivida, mais exatas que a pureza de uma pele limpa, mais plenas que um bom corte de cabelo e mais perfeitas que a melhor maquiagem. Essas marcas, recebidas ou produzidas, são as nossas conquistas cicatrizadas no templo da nossa vida, nosso corpo machucado e rebelde.

Fui! (fumar meu “pito”…)