Intimidade

Naked-Silhouette-Alphabet-2

Infinitas possibilidades: é o que o Universo nos dá. E em troca, aproveitamos cada segundo de todas as escolhas possíveis para ficarmos com… todas! São muitos programas, muitos amigos, muito prazer. Tudo muito, em excesso constante. E esse excesso é tanto que chega quase a cansar, mas como somos “brasileiros, não desistimos nunca”, e essa metodologia se estende para fora dos muros da nossa intimidade, melhor dizendo, para dentro da “nossa casa”.

O sorriso, o abraço e a cartinha do filho amado, a demonstração tangível do amor correspondido, que antes ia para o rol de lembranças doces e também para a caixinha de recordações, hoje vai em primeira mão para todos os que se importam e que não se importam tanto, ou nada, com os gestos de amor sincero entre mãe e filho. E as comemorações íntimas? Íntimas? O conceito de “comemoração” já deixou de ser íntimo há muito, muito tempo… Se é comemoração, é em conjunto. Seja no momento dela ou através de postagens e compartilhamentos mil. Acordar sem maquiagem e divulgar tal “evento”? Algo impensável o tempo da mamãe, hoje é atitude cotidiana para muitas pessoas que gostam de dividir até a cama com o público…

E o que era delicioso no passado vai ficando mesmo distante da nossa realidade atual: a intimidade sagrada, blindada, exclusiva. Essa intimidade de algo que é só “seu” enquanto você vive o momento e mesmo depois dele. A intimidade de ter o presente e o passado só pra você, sem platéia e sem público. A intimidade “Vip”, que só pode ser acessada por quem também é “vip” na suas escolhas.

Fui! (participar da minha “orgia egocêntrica virtual”… Afinal, eu sou dona de um bordel, e a minha intimidade só vale se for pública… E a sua? )

 

Luxo & Riqueza

luxoDesde o começo dos tempos, desde que o homem começou a se relacionar como um ser social, lá atrás, muito antes até mesmo da minha existência nesse Mundo, o conceito de riqueza é algo cotidiano em qualquer civilização… 

O curioso é que o Mundo “evoluiu”, em parte, mas evoluiu… Mulheres hoje em dia têm direitos (!!!), crianças têm direitos, homossexuais têm direitos, religiosos têm direitos, homens negros têm direitos, índios têm direitos e, até mesmo cahorros (?) têm direitos… Todos têm direito de ser o que são. Em maior ou menor grau, dependendo da sorte que tenham em função do seu nascimento, pois é claro que, do lado de lá do globo, mulheres são espancadas até a morte por traição e cachorros viram prato do cardápio de restaurante chique, mas… . Do lado de cá, mais especificamente em um lugar chamado “Brasil”, todas as figuras humanas (ou não) têm certos direitos de existir no meio social. Mas, de uns tempos prá cá, observo que uma parte da população não possui mais o direito de ser quem é, e essa parte da polulação é a parte que usufrui de características como “luxo & conforto”. Sim, é a parte “rica” da população. Isso porque todo e qualquer indivíduo que tenha acesso ao tal “status elevado”, ou “alto padrão de qualidade de vida” é indecentemente, discriminado.

O motivo? A falta desta mesma riqueza para a maior parte da população. O divertido é que sempre existiram “reis e rainhas”, “plebeus e plebéias” e nunca a atmosfera gritou tanto por “igualdade material”. E justo em um Mundo que clama pela diversidade, pela democracia e pela liberdade, presenciamos uma repulsa natural e direta aos que têm e ostentam o que tem.

E isso não é, embora possa parecer, discurso político contra o vermelho… Eu, mais do que ninguém amo a cor vermelha! Mas no tom certo… 

E, por favor, sem brilhos e paetês bregas!

Fui! (degustar meu Veuve Cliquot, sem nenhum pudor…)

“Tesão”

two-girls-kissing-softly-wallpaper

Nesse dia dos namorados desejo que todos, sem exceção, se sintam beijados. E não importa o sexo, o tamanho ou a cor do seu namorado. Não importa se essa pessoa é casada com você ou com outro, se ela divide a vida com você ou somente a cama, e se ela sabe o que você pensa ou o que deseja. Não importa também que essa pessoa não esteja com você nos momentos importantes ou difíceis. E não importa que ele ou ela não sejam ideais dentro das suas expectativas. O importante, e fundamental, é que essa pessoa te entregue um único e simples presente: o seu “tesão” por ela. Aquele tesão que é descrito como frio na espinha, o sabor e o cheiro, o olhar e as palavras que são ditas só pra você. A vontade de “entrar” dentro da pessoa (literalmente ou romanticamente). Esse tesão é o que vai nortear todo o seu desejo e vai levar você a enxergar a vida com mais leveza, independente do quão pesada ela possa estar. E para isso não é necessário que seu “namorado” esteja do seu lado, você pode simplesmente lembrar do beijo, ou imaginá-lo. O importante é que esse  “tesão” te faça sorrir…

Fui! (sorrir muito, muito mesmo!!!)

Parcialidade

mulherpintada4

Vivemos em um Mundo em constantes transformações, em busca da homogeneidade. Os seres humanos não serão, em breve, classificados por sexo, cor ou idade. Serão instrumentos híbridos em forma e conteúdo. As opiniões divergentes serão transformadas em tabuadas decoradas na ciência da nova política mundial: a “Ditadura da Desdemocratização”. E nesse momento nos trasnformaremos em ratos de laboratório humano, guiados pela cultura do coletivo em busca do “modesto” e do “médio”. A dramaturgia deve ser sempre retocada em tons pastéis, e a novela, liberada para todas as idades, sem limites para os pudores e melindres do bom senso, em temperatura sempre morna. Todos nós, sem exceção, nos transformaremos em seres imparciais, que precisam de atos desumanos para se destacar em um mundo “humano” demais, porque a ideia de humanidade será a da imparcialidade a todo momento e a toda discussão. Opinar será uma tarefa consagrada aos grandes “novos eclesiásticos”, vulgarmente chamados “políticos”, que determinarão com base no critério do óbvio o que deve ser pensado. E eu? Continuarei daqui do inferno aconselhando minhas meninas a gritarem em alto e bom som o que são, o que querem da vida e o que pensam do Mundo. Sem medo de serem parciais.

Fui! (gritar e ser bem parcial, mesmo que não gostem de mim…)

Pecado

sexy4

Pecado, do verbo “pecar”. E, diferente de muitos filósofos eruditas que consagram o pecado na categoria dos incômodos sociais imorais e indecentes, classifico o pecado original como algo fortuito e genuinamente simples de se aplicar. Pecado é tudo aquilo que renega o bom samaritano, que prega o que é certo ou errado dentro das doutrinas instituídas há milênios, e não ou nunca, por ele próprio, “samaritano”. Pecado é também a medida do descompasso dado ao benefício da dúvida, que se consagra medíocre quando o assunto é puramente sexual. Pecado para ser pecado deve necessariamente conter algum prazer perverso e nebuloso no meio de toda faceta, mesmo que esse prazer acarrete em culpa. É pecado não pecar em causa própria, mas mais pecado ainda é pecar em causa própria com argumentos impróprios. Pecado por pecado, fico com os meus daqui do lado escuro da rua, onde o puro não é necessariamente inocente, mas é legítimo em seu pleito e não mente para angariar votos…                      

Fui! (Pecar, pecar e pecar. Porque não há nada mais prazeroso do que pecar, sem culpa claro…)