Wild & Free

wildfree

Selvagens e Livres. Sempre pensei em heróis e heroínas com esse jargão. Levando no peito a bandeira da rebeldia, sempre em descompasso do politicamente certo em tons de drama, e com requintes de “crueldade”. O selvagem pode ser educado e refinado. Pode ser contemporâneo e erudita. Pode ser estratégico e decente. Mas nunca, nunca em sua vida, ele pode ser um alguém fraco. Porque o “selvagem livre” é sempre um alguém forte. Forte o suficiente para não esperar ouvir dos outros, ou da vida, o que ele deve fazer. Forte para desejar e buscar o que quer. Forte para encarar a sua vida com todos os dilemas e histórias que o envolvem e o atormentam. Esse gigante não se acovarda, não se encolhe diante das dificuldades. Para ele não existe muro que não possa ser escalado, e não existe dúvida em estabelecer-se do lado em que encontra certeza.  Para os selvagens que são livres, os meus aplausos. Para todos os outros, que estão ao lado dos fracos e medrosos, o meu “com licença”.

Fui! (Tirar todos os fracos do meu caminho… Afinal, tem muito carro inútil na rua!)

Quero Menos

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Quanto mais vivo, menos quero da vida. Mais exclusivos são meus desejos e menos exigentes são minhas opções. Quero menos, muito menos do que queria há anos atrás. Quero menos barulho e menos aventuras. Quero menos excessos, menos vaidades e menos sociais. Também quero menos verdade e menos realidade. Menos vida turbulenta, incendiada por longos debates e argumentações. Quero menos discursos. E menos promessas. Quero menos expectativas da vida e das pessoas que me cercam. Quero menos pessoas a me cercar também. Quero menos obrigações e menos horários marcados. Quero menos espera nas antessalas dos consultórios e menos repercussão dos fatos fúteis. Quero menos tensão e menos esforço. Quero menos notícias ruins e menos sofrimento. E quero menos pedidos de desculpas. Quero menos lembranças negativas e menos histórias ordinárias. Quero menos entusiasmo e menos pretensões. Quero menos de tudo o que me cansa para poder ter mais de tudo o que eu amo…

Fui! ( pedir menos para ganhar mais…)

Mães do Mundo

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Minha homenagem hoje vai para todas as mães que não são mães. Para todas as mulheres que querem ser mães e não conseguem. Para todas que conseguem e, infelizmente perdem o seu filho, seja dentro do útero ou fora dele. E para todas as mulheres que se envolveram com o tema maternidade e que, de alguma forma ,sofreram ou sofrem por ele.

Porque a escolha de ser mãe é algo lindo, emocionante. Mas é algo que não depende inteiramente de nós, mulheres. Depende da sorte em encontrar os meios certos, e não necessariamente adequados. Depende de encontrar o parceiro certo, ou ao menos o que esteja disponível, e, às vezes também o que não está disponível, mas está “acessível”… Depende do nosso corpo, que tem que aceitar tal encomenda. Depende da nossa cabeça, que tem que aceitar seguir com este labor até o final dos nossos tempos. E, quando tudo parece dar certo, depende também Dele, do “Sr. Destino”, que deve permitir que a nossa cria cresca e se desenvolva, com um pacote de anos muito maior do que o nosso.

Ser mãe é também uma questão de sorte, de ser abençoada constantemente e sempre, em todos os dias. E é por isso que a minha homenagem não vai para as “Mães”, que já possuem a maior homenagem que a vida pode lhes dar: o bom dia todos os dias do filho amado, no tempo presente.

Para todas as outras mães, do passado, do futuro ou do “nunca”, a minha solidariedade e o meu carinho. Afinal, não estamos sozinhas, somos muitas. E essa vida é somente uma etapa para seguirmos para a “próxima fase”. 

E quem sabe a sorte não nos acompanha do lado de lá?

Fui! (Seguir e continuar… Afinal amanhã é segunda!)