Livre

amordaçada

Cuidado! No cenário circense da roda viva que é a nossa incursão social pelo mundo dos relacionamentos, precisamos saber frear. E parar. E voltar. Precisamos saber dar o nó e não desatá-lo (quase) nunca. Precisamos nadar na corrente do bom senso, na mão da estrada, na fila única.

Falar “mal” dos desafortunados trabalhadores braçais, com fraco intelecto operacional pode ser suicídio na utópica democracia dos pobres. Isso porque “pobre” (com todo respeito!) é quem manda na sociedade atual. O pobre de espírito, o pobre de alma e o pobre de $$$ são, na verdade, riquíssimos de direitos. E me desculpem de novo (agora já estou entrando em uma seara mais arriscada), mas dizer o que pensa se pode, desde que e sempre que, para a defesa do bem comum, do patrimônio ideológico dos menos favorecidos. 

Uma “Maria livre” é sempre uma “Maria” mais feia do que uma “Maria humilde”. A “Maria do Bairro”, aquela coitada, indefesa e pobre é sempre mais bem aceita (aqui no Brasil) do que a “Maria bem resolvida, confiante e sem o pudor da palavra”.

Afinal, adotar uma menininha loirinha é assumir uma atitude racista, reclamar de domésticas é assumir uma posição de dondoca preconceituosa e declarar que não ocupa o transporte público é o mesmo se declarar-se “fútil”. Porque a liberdade é livre sempre que propagada dentro de um território permitido…

Fui! (subir no salto e contar as minhas verdades, ainda que eu seja presa por isso!)