Detalhes

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Paredes sem quadros, calça sem cinto e orelhas sem brincos. Sempre gostei de coisas inacabadas, sem o “toque final”. Achava que ser diferente era mais interessante, mais original. Com o tempo, com a idade e com a mudança que todos nós sofremos em diferentes graus na vida comecei a achar que a parede da minha casa estava triste sem um quadro para adorná-la. Que talvez, só talvez, um quadro colorido pudesse complementar o que já estava bonito. E nesse mesmo momento percebi que minha cintura, já calejada de tanto crescer e diminuir depois de engravidar, comer exageradamente, fazer lipo e dietas malucas, precisava de um prêmio de consolação. Algo que a descatasse no conjunto da obra. E por que não incluir um brinco, ainda que discreto, para enfeitar minha esquecida orelha? Porque acessórios, adornos e peças secundárias nunca foram minha prioridade, eram somente “detalhes”. Detalhes que com o tempo acabei descobrindo, serem de fundametal importância para o conjunto da obra. O conjunto da obra que chamamos nossa vida. Porque o detalhe é o que muitas vezes faz toda a diferença.
Hoje todas as minhas paredes possuem quadros, minhas calças levam quase sempre um cinto e minha orelha sempre tem um brinco (discreto, mas tem!).

Fui! (perceber mais os detalhes da vida…)

Babacofobia

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Fobias… Existem várias, com diferentes “origens” ou “focos”. Agumas, confesso, acho até engraçadas. Outras, preocupantes. Mas entre todas, há um tipo de fobia que me intriga especialmente: a “homofobia”. Porque, relacionar-se com outra pessoa do mesmo gênero é uma opção unicamente pessoal. Ser a favor ou contra a opção individual “do outro”, que no caso não é seu parceiro, é algo que ultrapassa a minha compreensão dos conceitos de liberdade e respeito. 

Está claro que qualquer ato com apelo sexual, quando exibido publicamente pode gerar constrangimentos, mas isso se aplica a qualquer casal, em qualquer relacionamento, seja ele “homo” ou “hétero”. Então por que tanto folclore sobre a história de amor entre dois homens ou entre duas mulheres??? Por que os héteros podem e os homos não deveriam poder? Quem determinou a divisão de classes? Deus?

Acho que Deus criou o homem e a mulher. Ponto. Daí em diante os homens aprenderam a se relacionar com todo o livre arbítrio que lhes foi concedido lá atrás. O livre arbítrio da escolha. Da escolha do parceiro, seja ele “igual de órgãos sexuais” ou “diferente de órgãos sexuais”. Saindo de Deus e entrando nos velhos homofóbicos, diria eu que o termo, também criado pelos homens que adoram classificar e categorizar tudo, deveria mudar para algo um pouco mais original: os novos “babacofóbicos”. 

Esses sim deveriam ir correndo, não para uma terapia para se livrarem da “babacofobia”, mas para uma aula de educação e civilização.

Fui! (amar muito, porque é só o que importa!)

Livre

amordaçada

Cuidado! No cenário circense da roda viva que é a nossa incursão social pelo mundo dos relacionamentos, precisamos saber frear. E parar. E voltar. Precisamos saber dar o nó e não desatá-lo (quase) nunca. Precisamos nadar na corrente do bom senso, na mão da estrada, na fila única.

Falar “mal” dos desafortunados trabalhadores braçais, com fraco intelecto operacional pode ser suicídio na utópica democracia dos pobres. Isso porque “pobre” (com todo respeito!) é quem manda na sociedade atual. O pobre de espírito, o pobre de alma e o pobre de $$$ são, na verdade, riquíssimos de direitos. E me desculpem de novo (agora já estou entrando em uma seara mais arriscada), mas dizer o que pensa se pode, desde que e sempre que, para a defesa do bem comum, do patrimônio ideológico dos menos favorecidos. 

Uma “Maria livre” é sempre uma “Maria” mais feia do que uma “Maria humilde”. A “Maria do Bairro”, aquela coitada, indefesa e pobre é sempre mais bem aceita (aqui no Brasil) do que a “Maria bem resolvida, confiante e sem o pudor da palavra”.

Afinal, adotar uma menininha loirinha é assumir uma atitude racista, reclamar de domésticas é assumir uma posição de dondoca preconceituosa e declarar que não ocupa o transporte público é o mesmo se declarar-se “fútil”. Porque a liberdade é livre sempre que propagada dentro de um território permitido…

Fui! (subir no salto e contar as minhas verdades, ainda que eu seja presa por isso!)

Obrigada Filho

filho

Obrigada mãe? Eu diria, na contramão das homenagens, um “obrigada filho”! Porque ser mãe, dar, prover, entregar é fácil. Depende de nós, “mães”. O difícil na vida não é dar, é justamente o contrário, é saber “receber”. É tanto amor, tanta dedicação, tantas projeções em cima desse “pobre” filho, que o agradecimento merecido deveria recair no elo mais “fraco”, ou mais frágil da relação: o projeto.
Porque quando nasce um filho não nasce somente um ser, nasce uma mãe. Uma mãe cheia de ideias, cheia de vontades e cheia de traumas também. Nasce junto com o ser bendido a promessa de um futuro e a responsabilidade de cada criança em manter-se viva e saudável. A responsabilidade de cada criança tornar-se um adulto bem resolvido e feliz. Em cada nascimento existe o milagre da vida e a tabuada decorada a ser proferida na data especial. Em cada história existe ela, a mãe, incubindo no ser criado por ela a explicação da sua vida. A razão de tudo o que fez e faz, de tudo em que acredita e de tudo que o é na realidade: mãe.
Fui! (agradecer meu filho nesse “Dia das Mães”…)

“Sincericídio”

sinsericidio

Há pessoas que são assim: sinceras. E são tão lindas, tão fofas, tão puras. São pessoas com alma de criança, com a verdade na ponta da línga e a justiça na mente tranquila de quem foi coerente com a sua cartilha.

Para essas pessoas um aplauso e também um aviso: cuidado. Cuidado onde pisa, pois o solo da “terra da sinceridade” nem sempre é macio e suave. É, na maior parte das vezes, rochoso e cheio de crateras intermináveis. E o risco é terminar caindo nessas fendas infinitas, cometendo um “suicídio da sinceridade” no momento de defender o seu hino da verdade. 

O que a sociedade ainda não percebeu é que o ser sociável não foi feito para falar as verdades sinceras do seu ponto de vista, mas sim as falsas e políticas verdades que serão aceitas nesse rol social. Ser “falso”, muitas vezes, não é demérito em um ambiente cheio de armadilhas, é algo providencial para a sobrevivência da espécie humana e necessário para a vida laboral, social e até familiar. Afinal, eu não quero estar certa, eu quero é ser FELIZ!

Então, com toda a minha sinceridade, o que é feio, a mim bonito me parece. E se essa bota com cano alto e salto fino está apropriada para uma festa infantil? “Claro que sim querida!” (festa de criança tem sempre gente fantasiada…)

Fui! (mentir um pouco mais e ser feliz…)

“Afliceta”

Boca vermelha

Mulher não tem raiva. Não tem rancor, não tem mágoa. Mulher não tem ansiedade, e também não tem “ataque”. Mulher tem apenas um único e pequeno defeito: a “afliceta”. Aquela sensação de que vai explodir se alguém passar sua frente em uma fila ou se a deixar com a frase incompleta… Mulher não se sente feia, sente “afliceta” por uma outra fêmea ocupar seu espaço no campeonato do “rol das belezuras”. Mulher não sente ciúmes ou possessão. Sente é “afliceta” pela conquista da concorrência ou pela mudança de foco, ainda que temporária, do seu objeto de prazer.

Mulher não tem problemas no trabalho. Tem é “afliceta” de não ser reconhecida ou de não ser entendida em sua TPM. Mulher não é gananciosa, tem é “afliceta” pelo dinheiro. Também não é autoritária, só tem “afliceta” por mandar. Mulher não é impulsiva, tem apenas um pouco de “afliceta” para que as coisas se realizem rápido e no tempo dela. 

E por fim, mulher não tem orgasmo, tem é “afliceta concluída”…

Fui! (concluir…)

“Afliceta”

Boca vermelha

Mulher não tem raiva. Não tem rancor, não tem mágoa. Mulher não tem ansiedade, e também não tem “ataque”. Mulher tem apenas um único e pequeno defeito: a “afliceta”. Aquela sensação de que vai explodir se alguém passar sua frente em uma fila ou se a deixar com a frase incompleta… Mulher não se sente feia, sente “afliceta” por uma outra fêmea ocupar seu espaço no campeonato do “rol das belezuras”. Mulher não sente ciúmes ou posseção. Sente é “afliceta” pela conquista da concorrência ou pela mudança de foco, ainda que temporária, do seu objeto de prazer.
Mulher não tem problemas no trabalho. Tem é “afliceta” de não ser reconhecida ou de não ser entendida em sua TPM. Mulher não é gananciosa, tem é “afliceta” pelo dinheiro. Também não é autoritária, só tem “afliceta” por mandar. Mulher não é impulsiva, tem apenas um pouco de “afliceta” para que as coisas se realizem rápido e no tempo dela.
E por fim, mulher não tem orgasmo, tem é “afliceta concluída”…
Fui! (concluir…)