Muquirana & Canguinha

mulherdinheiro

Tem pessoas que são assim… “Desapegadas”. Desapegadas do mundo material, a ponto de serem (de certa forma) irresponsáveis… São pessoas que pagam a conta, que doam ao invés de vender, que gostam de prover, sem a necessidade de repor no estoque, o vinho consumido.

Esses “loucos” com certeza não se encaixam na atual conjuntura social, na qual o bonito é vender até par de sapato usado da filha de 5 anos. O limite entre o que é necessário e o que é exagero é testado por boas almas que se deixam manipular pela ganância alheia… Ser cuidadoso com o $$$ é diferente de ser avarento! Abusar da boa vontade alheia para satisfazer a própria conta bancária em um almoço com amigos ou em um aluguel de um apê de temporada chega a ser mais do que deselegante… É feio mesmo.

Vender o que se tem usado com preço de loja ou cobrar por um serviço que naturalmente deveria ser um “favor” é algo inconcebível no meu mundo “Scarletiano”… Porque prostituta vende o corpo. Sim, vende. Mas nem por isso deixa de fazer favores a amigos queridos… 

E o dinheiro do leilão? Esse vai para uma instituiçao de caridade e para pagar o chopp dos meus amigos essa noite…

Fui! (somar na conta e não dividir…)

“Habemus Hipocrisias”

nao vi

Que simpático o novo Papa! Gostei da simplicidade, do novo marketing, do enredo humanitário e do discurso para doar o $ que se gastaria para saudá-lo. Gostei de quase tudo o que passou. A renovação de uma instituição praticamente falida, onde o quadro, agora marcado pelos novos tempos, demonstra uma sociedade religiosa mais adequada às necessidades de um povo sedento de fé.

“Seu Francisco” (com o perdão da palavra) se esmerou para acertar no ângulo. Muito carismático, ele levantou a bandeira do catolicismo, estampada por um Deus Carnal, na sacrificada figura de seu filho crucificado. Perpetuou a imagem de dor para o alcance da salvação. Nos livrou, de novo, do sofrimento mundano com a certeza de que o “cordeiro” já sofreu o suficiente por todos nós.  Que a salvação só é possível quando está atrelada a algum pagamento. Bom, mas se o “Deus Humano” do “Seu Franscisco” está preso em uma cruz com esporas entocadas em suas extremidades, o meu “Deus Humano”, mais conhecido como “Jesus Cristo” está bem solto, livre de amarras ou de castigos. O meu “Jesus” está sentado ao lado de seus amigos Buda, Saint Germain, Abraão e Krishna. Está emanando Luz e boas vibrações em um mundo “sem culpa”.

Seu Francisco, diferente da Sua Concepção de Igreja Humanitária, o meu Jesus é justo. Ele não se importa se o amor é compartilhado entre dois homens ou entre duas mulheres. Ele aceita o amor do segundo, do terceiro (e até do oitavo!) casamento. Ele entende que o amor, ao ser compartilhado, pode trazer ou levar doenças, e por isso, aceita o uso de preservativos. Ele, Jesus, não julga, não proíbe, não discrimina. El não trabalha na culpa. Não diz o que é certo ou errado.

O meu “Jesus Cristo” com certeza não mora nessa Igreja Católica. Ele mora em um lugar muito, mas muito mas elevado…

Fui! (rezar 20 pai-nossos para tirar a culpa das minhas palavras…)

 

 

“mulherzinhas”

SONY DSCNós, mulheres, queremos sempre mais. Queremos ser reconhecidas pela inteligência, mas desejadas pelo corpo. Queremos ser independentes com nosso próprio dinheiro, mas queremos o conforto que o dinheiro do companheiro proporciona… Queremos amigas sinceras, mas estamos sempre em busca (ainda que de forma inconsciente) dos olhares invejosos das “conhecidas de academia”. Queremos promoção no trabalho, mas reclamamos se essa promoção vem atrelada a uma vida pessoal sarificada. Queremos chocolate, mas queremos também uma bunda sem furinhos. Queremos a roupa de marca com o preço da “Rua 25 de Março”. Nós, mulheres, queremos sempre, sempre mais. Queremos ser amadas e paparicadas, queremos uma festa para nos vestirmos de noiva, queremos o principe (ou princesa!) encantado, com cara, caráter e coroa (não necessariamente nessa ordem). Queremos ser a musa sexy do nosso amor, mas também queremos poder relaxar (sem medo!) cheias de creme na cara e pijama largo, para ver a novela. Queremos os mesmos direitos que os companheiros da raça masculina, mas queremos um pouquinho mais de… “benefícios”. Podemos até receber o mesmo salário, mas conta dividida não rola… A conta é sua, meu amor. Assim como o colégio e a natação das crianças. Ah! E o condomínio também. Queremos mais, muito, muito mais. Queremos receber elogios pelo Dia da Mulher. E queremos mais: queremos PRESENTES pelo nosso dia!

Fui! (escolher o meu presente… Afinal, eu sou Mulher!!!!)