Mamãe Scarlet Noel

Feliz Natal

Que nesse Natal a “Mamãe Noel” te traga muitos presentes! A Mamãe Noel da abundância, da fertilidade, da prosperidade. A Mamãe Noel dos sonhos realizados, dos presentes dados, dos orgasmos preenchidos. Do deleite das descobertas, do prazer dos encontros, do fato consumado.
Que esse Natal seja feito de promessas cumpridas e não de expectativas. Que seja a contemplação de algo realizado, de uma visita esperada. Que a surpresa do novo não seja mais importante do que a experiênca do momento. Que seja assim, em tom vermelho de paixão vivida, a passagem desse Natal. Que as lamentações pelo que não foi ou pelo que podia ter sido fiquem para trás, e que o dia de hoje seja ornamentado com bolas vermelhas de verdade, e não virtuais…
Fui! (abrir meus presentes de Natal porque quem gosta de “cartão” é carteiro…)

Fim do Mundo

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Não… O Mundo não acabou. Agora. O Mundo já acabou, ou vem acabando, há muito tempo. O Mundo idealizado, dos contos da carochinha ou das revoluções de “soldados arlequins” gritando por ritos socialistas, esse mundo só existe mesmo em um utópico inconsiente coletivo.

O ser humano está doente. Doente da alma. A epidemia da depressão já encontrou um exército de homens e mulheres sem fé, fracos na espiritualidade e obcecados por bundas e peitos, carros e bolsas. 

Todas as velas podem iluminar um altar de pedras, em uma igreja sem leis ou mandamentos, onde jazem milhares de corpos frios. Nessa reza, todo mestre é importante e qualquer atalho é providencial para fugir do Holocausto da fé.

Em um pensamento mais egoísta, recorro ao Salmo conhecido do livro sagrado: “que caiam 1.000 homens a tua direita e 10.000 a tua esquerda, tu não será atingido”. Então que caiam todos. Que acabe o mundo. Mas que me salve eu. E os meus…. Amém!

Fui! (comprar o novo modelo de bolsa da minha marca preferida e malhar para a minha bunda não cair antes do fim do mundo…)

 

Prostitutas Modernas

novasprostitutas

Eu, Maria Scarlet, fui dona de bordel. Fui, porque já morri. Mas vou ser eternamente uma “puta da vida”. Mas não uma puta baixa, vulgar, latente. Uma puta de valor. Que vendia o corpo sem vender a dignidade. Que se prostituía para dar ao próprio corpo, “o pão nosso de cada dia”, em um tempo em que os dias eram contados por homens machistas e decretados em leis católicas ortodoxas.

Não tive eu, “Maria Prostituta Scarlet” a opção de me fazer livre sem usar o único instrumento possível que eu tinha: meu corpo. Tive que me render às artimanhas do prazer e ao pecado original da carne e seus infinitos benefícios. Mas, se tivesse tido a chance de escrever a minha própria história com o uso de uma caneta de verdade (e não da minha “esferográfica vaginal”!!!), teria sido uma grande mulher, com os mesmos seios fartos e cadeiras marcadas, mas cuidadosamente escondidos embaixo de roupas de um labor mais intelectual e menos viril.

Teria sido eu, a puta de um homem, ou de muitos. Mas teria sido puta no momento de me deitar e não de trabalhar. Faria somente por prazer, o que tive que fazer por anos a fio para sobreviver. Não seria mais uma boneca com belas curvas nas mãos de curiosos e pervertidos meninos grandes.

Mas essa Maria Scarlet, livre de esteriótipos e de submissões só existiria em um mundo onde mulheres tivessem oportunidade de atuar pelo seu talento, inteligência e estudo. Uma pena que passados mais de 200 anos da minha morte, o que eu vejo são mulheres se esforçando com seu tempo, dinheiro e suor, para trabalharem como as prostitutas que eu tinha no Bordel Scarlet.

A diferença é que as minhas meninas não tinham escolha, já as de hoje em dia sim…

Fui! (tentar entender…)

 http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2012/12/virgem-de-santa-catarina-diz-que-vai-posar-nua-para-revista.html