Egrégora

Não importa em qual religião você acredita, o que importa é ter Fé…
Pelo Poder de Deus Pai Todo Poderoso,
Pelo Força de Oxalá,
Pelo Amor de Jesus Cristo,
Pelas Palavras do Profeta Moisés,
Pela Luz de Buda,
Pelas Dádivas do Profeta Maomé,
Pelos Raios Violetas de Saint Germain,
Pela Lança de Ogum,
Pelas Armas de São Jorge,
Pelo Fogo de Iansã,
Pelos Milagres de Santa Bárbara,
Pela Fé de Santa Rita de Cássia,
Pelo Manto Misericordioso de Oxum,
Pelas Graças de Nossa Senhora da Conceição,
Pela Flecha de Oxósi,
Pela Clemência de São Sebastião,
Pelas Águas de Iemanjá,
Pelo Ventre da Virgem Maria,
Pelo Cajado de São Judas Tadeu,
Pela Justiça de Xangô
Pelo Caminhar de São José,
Pelo Sorriso de São Cosme, São Damião e Doum,
Pela Espada do Arcanjo Miguel,
Pelas Bênçãos dos Pretos Velhos,
Pela Estratégia e Clarividência dos Ciganos,
Pelas Matas dos Caboclos,
Pelas Asas do Arcanjo Gabriel,
Pelo Jogo do Malandro,
Pela Formosura da Pomba-Gira,
Por Todas as Egrégoras,
Por Toda a Energia Positiva,
Pela Vida.
Salve!

Doação de Órgãos

É linda a ideia de, depois de mortos, ainda podermos dar a vida! É até poético… Compactuo com essa teroria e, se minha “consciência” permitisse, doaria todos os meus órgãos. Mas tenho que fazer o meu sorriso amarelo, o mesmo que faço para a criança faminta no sinal de trânsito quando não lhe dou tostão: “sinto muito meu lindo, mas se eu te der dinheiro vou estar atrapalhando todo um sistema…” Mas que se dane! Dou o dinheiro mesmo assim! O dinheiro, porque os meus órgãos não dou de jeito nenhum! Podem me chamar de medrosa, não me importo… Eu gostaria de poder ajudar quando partir, mas… A verdade é que não confio no sistema de saúde do Brasil. Nem no sistema de saúde do Mundo. Tenho filhos pequenos para criar e marido para amar. Não vou arriscar uma “eutanásia” antes do tempo só porque minhas chances podem ser pequenas, e escutar, em um estado moribunda, de um “ético” médico: “afinal ela é doadora de órgãos, pode ser mais útil do lado de lá”.

Quantas histórias existem de pessoas que, quiçá, poderiam ter sido salvas? E quantas existem e não sabemos? O fato é que, enquanto os corruptos estiverem roubando dinheiro da máquina, ao menos a minha máquina continuará aí, bem vivinha… Não temos a certeza de que atrocidades acontecerão, no caso de um acidente, mas tampouco temos a segurança de que o risco é mínimo. Declarar-se doador nos dias de hoje é um tiro em direção à salvação de uns, mas que pode facilmente sair “pela culatra”…

Fui! (com todos os meus órgãos grudadinhos no meu corpo!)

Puritana, eu?

Sem pudor e sem meias-palavras… Desbocada e sincera. Meia deusa, meio demônio. Sou assim… Meio gente, meio “pomba-gira”. Me lembro da última vez que me confessei. Foi “literalmente” há séculos. Se salvaram a minha alma? Claro que não. Eles nunca salvam ninguém. São, mal comparando, igualmente criminosos aos laboratórios de remédios para emagrecer ou, pior ainda, aos traficantes que te garantem a “salvação da sua felicidade” em troca da sua fidelidade.

Se rezar 10 ave-marias e 10 pai-nossos fosse garantia de me livrar do inferno, rezaria 100 vezes e não 10. Mas a única garantia que há, de fato, é a de que estarei por mais 10 anos em dívida para poder me candidatar à compra do ingresso Vip do paraíso. E isso se eu me dedicar bem. Se for coerente com o que prega a Santa Fé Católica de que, se eu me casar, devo conservar este estado até que o bom Deus resolva me buscar. Não importa se eu for infeliz nesse meu casamento. O que o homem escreve não pode ser apagado. “Borracha” não existe nessa missa, o “Deus Católico” deve ter uma quedinha por caneta ou pilot… Casar de novo? Nem pensar! Só mesmo se eu quiser ser excomungada dessa maravilhosa e (casta) recreação psicológica. Camisinha? Não deveria… Método anticoncepcional é crime para a Santa… Santa o quê mesmo? Ah… “Santa Fé”. É… tem que ser Santa, e de preferência ter muita Fé.

Se sou católica? Claro que sou, no Brasil todos são católicos nos formulários de busca de emprego ou para celebrar uma cerimônia de casamento ou bastimo. E pensar que a ex-mulher do meu marido, que prostituiu os próprios filhos em um tribunal para garantir um carro novo a cada ano, frequenta todo domingo a Santa Fé, na missa do Padre Bento. E nesse contexto puritano, quem se salva mesmo é a Carminha da novela das 9…

Fui! (Confesar mais um pecado!)