Bullying Verbal


Dominador ou dominado? Há pessoas que são assim… Dominantes. E outras, dominadas… Em uma conversa de bar amigos se encontram para conversar. Na maior parte das vezes eles se encontram para ouvir e seguir com as argumentações dos líderes do grupo, dos que conduzem o papo até o ponto em que o assunto esfria e decide (ele) mudar o rumo da conversa. São marcos sutis dentro de um todo, posições fortes, tons de voz, olhar, presença. São pessoas que chamam a atenção para si, querendo ou não. No trabalho, na vida social, dentro de casa. Em todos os cantos temos a presença de dominadores. Os “DR” – Dominadores Rotineiros são os que encontramos tradicionalmente na nossa vida e que sempre nos conduzem à sua realidade, ao seu mundo. Já os DC – Dominantes Compulsivos, são os que insistem em nos levar até a sua verdade, não deixando espaço para argumentações e escapatórias.
São os sanguessugas das nossas vontades e pretensões. São os ditadores do nosso tempo e delimitadores das nossas verdades. Esses, quando “empoderados” pela submissão passiva e obediente são incontroláveis, perversos e autoritários.
Uma mulher ciumenta, um chefe descontrolado, uma amiga surtada. Todos seres necessários, mas dominantes extremados. Cuidado! A linha que divide a má companhia da companhia indesejada é tênue, e o espaço onde está localizada a sua razão pode não ser o mesmo de onde está a razão do ser dominante.
O famoso “Bullying” já existe a anos, em diferentes forma de assédio… O domínio psicológico é precedido muito antes pelo dominío verbal, no intuito de manifestar a força das suas histórias, do seu teatro, do seu discurso. O condutor do leme é o que mostra o caminho. Em um maior ou menor grau, sempre sofremos uma espécie de “bulling”, sempre estamos nos reafirmando o tempo todo. Nos calamos quando nos convém e nos calamos também quando sofremos bullying verbal. Quem tem o dom da palavra leva vantagem. Quem não o tem, espera sua vez de se pronunciar (se essa vez chegar…).
Aos DR, parabéns…
Aos DC: Fui!!! (Para bem longe…)

Salve Jorge!

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Salve Jorge! Santo da Igreja Católica que é guerreiro. A ele é permitido matar, mesmo que seja um demônio em forma de dragão. Sendo o dragão, suposta uma criatura mitológica, não estaria ele, guerreiro Jorge, matando nada que fosse concebido por Deus. Mas ainda assim (insisto!) está representando um soldado medieval, adornado em uma armadura de ferro, com lança e capa. É um soldado de Deus, pronto para acabar (literalmente) com o inimigo.
É claro que muito do que cremos é nada mais do que uma representação metafórica dos ícones que associamos ao bem e ao mal. O Santo Jorge ou orixá Ogum (segundo a crença do candomblé e ubanda) é um arquétipo de guerreiro que representa a luta do lado branco contra o lado negro.
E é por isso que eu gosto dele! Pelo senso de justiça que evoca ao matar, excluir e acabar com todo ser que não está de acordo com os parâmetros do nosso “certo”. Com ele não há meio termo. E no seu reino, os inimigos devem ser eliminados, sem exceção, sem pena e sem habeas-corpus.
Se fosse no Reino de Jorge, aqueles “dragões” que arrastaram o menino João Hélio pelas rua estariam com a lança encravada na garganta. Aqueles outros que estupraram, mataram e esquartejaram aquela moça de Marechal Hermes, esses… coitados deles se estivessem no Reino de Jorge… E quanto aos pedófilos? E os traficantes que acabam com a vida de famílias inteiras?
Julgamento? Não… No Reino de Jorge duvido que existiria algum julgamento… A condenação viria a galope e a morte seria imediata. Sem torturas, sem dúvidas e sem liberdade condicional. Assim seria no Reino de Jorge. Um maravilhoso Reino banhado com o sangue dos pecadores, onde imperaria a justiça divina! Mas a realidade é que não vivemos no Reino de Jorge e sim no Reino dos Homens, que é muito mais cruel… Salve Jorge!
Fui! (pro Reino de Jorge…)

Sexo no Trabalho

“Onde se ganha o pão não se come a carne”, já diziam os antigos… Mas é ali, justamente no ambiente de trabalho que o erotismo toma conta da nossa mente e nos faz transbordar de desejo pelo “objeto proibido”.
Na história dos contos eróticos mais sexies, todo conto censurado é sempre o que mais tem ibope na nossa busca incessável pelo prazer. O profanismo religioso a que culturalmente somos expostos desde que nascemos, não nos permite passar por certas barreiras comportamentais, nos castrando e nos coibindo. E isso acaba por nos excitar mais e mais.
A Caixa de Pandora é aberta quando  nos deparamos com o inimaginável mundo da luxúria exagerada e deliciosa.  Já escrevia Nelson Rodrigues que “as grandes convivências estão a um milímetro do tédio” e, explorando por essa ótica, quantos casamentos não foram “salvos” pelas pequenas ou médias convivências no trabalho? E quantos flertes não se transformaram em casamentos? E quantos casamentos também já não terminaram justamente porque deixaram de ser flertes?
Há o amor eterno, incondicional, de almas gêmeas. Há também o amor arrebatador que é eterno enquanto dura… E há, sem sombra de dúvidas, o amor de “pica-pau”, aquele que é indiscultivelmente o mais emocionante e o mais propenso ao arrependimento no dia seguinte…
Mas quando existe desejo no ambiente de trabalho, o limite entre o “talvez” e o “sim” é muito  estreito. E o sim, muitas vezes, vence na árdua batalha entre a mente e o corpo.
Casado ou solteiro, o fato é que nunca se recomenda o envolvimento no ambiente de trabalho. Isso pode gerar atrasos nos projetos, crises conjugais podem refletir na análise suspeita de relatórios e em projeções tendenciosas… Tudo isso pode interferir e, até mesmo limitar o crescimento profissional de cada um dos apaixonados dentro da empresa. Por isso é que os casos, na maior parte das vezes, começam escondidos e, também na maioria das vezes, terminam em escândalo na rádio pião dos funcionários da empresa. Também há casos felizes que terminam em romances duradouros ou até mesmo em casamentos.
E será que não podemos agregar ao antigo ditado a seguinte frase: Onde se ganha o pão não se come a carne, mas se molha o bico e se pode provar a linguicinha…”???
Fui!

Politicamente Correto

É Chato. É realmente… chato! Ser politicamente correto é cansativo, entediante, frustrante. É perto do abismo da morosidade. É raso e é bege.

Estar sempre em conformidade com os padrões aceitáveis é diretamente oposto ao conceito do benefício próprio, de uma forma mais egoísta e focada. Se por um lado é reconfortante saber que estamos agradando a “gregos e troianos”, por outro, é totalmente desestimulante a ideia de nos limitarmos a dizer, ou a fazer, “o esperado”. E é igualmente preocupante nos perdermos em regras que, muitas vezes, nem concordamos. Talvez, por isso, alguns artistas prefiram o papel de vilão, alguns cantores prefiram o som pesado, ou agitado, com melodias pouco ortodoxas, e alguns esportistas prefiram enfrentar o medo de esportes ultra-radicais. Talvez, por esta mesma razão, todos nós gostemos mais do sexo com sacanagem, da comida com gordura e do texto com palavrão. Talvez gostemos, não quer dizer “consumimos”.

E não consumimos porque sermos autênticos, às vezes, e também quase sempre, incomoda. Se destacar, se diferenciar, se reinventar, em meio a blocos de concreto, incomoda. Por isso, estar em paz consigo mesmo significa, geralmente, estar “conforme” com o universo social que nos cerca. Estar “apto” para frequentá-lo e disponivel para concordar é fundamental para postularmos um bom cargo social, ainda que lá dentro escutemos pulsar uma voz irritada dizendo que esse tal filme “O Artista” é chato.

E me desculpem a franqueza, mas sexo com camisinha é sem graça… Fui!

Trocada por outra

Já dizia Martinho da Vila, em seu clássico “Mulheres” que: “existem mulheres de todas as cores, de várias idades, de muitos amores…” Sim, existem muitos tipos de mulheres. E dos piores tipos, as maquiavélicas, azedas e antipáticas não chegam a se equiparar em nenhum grau com as mais, mais, do top ten do rol das “RAs – Recalcadas Absolutas”. Essas são: as mulheres trocadas.
Essas mulheres, quando bem trocadas, se transformam em um pesadelo pior do que de Freddy Krueger, onde não há sonho de vida feliz que não se transforme em pesadelo vermelho e preto (sem nenhuma analogia ao timão do povão!).
O que passa é que alguns traumas, às vezes, são difíceis de superar… E esse trauma especificamente é dificílimo de superar… Ser trocada por várias mulheres, vá lá… É da natureza do homem “galinhar”… Ser trocada por algo que não está na regra da natureza-social, que é o marido trocar a esposa por outro e não outra, também é perdoável… “Só a crítica avassaladora da sociedade já vai ser penitência suficiente para esse bandido ter me trocado!” – diria a refém-coitada-trocada-fêmea.
Mas… ser trocada por outra… MULHER!!!! Por ela? Umazinha??? Uma fulana que no meio de tantas no mundo conseguiu roubar o seu homem e fazê-lo “só” dela? E que, ainda por cima desfila 300 ml de silicone em cada lado do seu “santuário do pecado”???
É… realmente não se pode cruzar os braços em uma situação cabeluda dessas! Ou seria “depilada à moda romana”? Melhor então tratar de descruzar tudo, inclusive as pernas, que, muito provavelmente ficaram cruzadas mais tempo do que deveriam…
E eu?
Vou correndo para minha depiladora!!! Fui!

Ser Rico é Vergonhoso

Vivemos em uma sociedade em que ser rico é vergonhoso. Do Brasil à Inglaterra, passando por Grécia, fazendo escala em Angola e chegando à África do Sul. Nos países em que a economia é, ou era mais estável, a crise recente faz com que novos hábitos sejam incorporados e, os que possuem grande patrimônio de heranças adquiridas ou trabalho bem sucedido se veem obrigados a esconder sua realidade. Nos países onde o nível de pobreza chega a graus absurdos, a discrepância entre quem não tem nada e quem tem muito é mais avassaladora e doída, como uma ferida exposta.
É triste ver crianças morrendo de fome, é triste ver pessoas se acotovelando em um lixão para tentar a sorte de encontrar algum lixo que valha a pena recorrer, é triste ver o tratamento desumano em hospitais públicos com pacientes morrendo por falta de estrutura… Tudo isso é muito triste. Mas, se o sistema democrático implantado nesses países é fraco ou errôneo, o resultado final não pode ser a destruição do patrimonio pessoal dos ricos através de impostos absurdos ou, ainda pior, o olhar acusativo e o tom de crítica comum ao povo abastado.
Se existem políticos corruptos? Claro que sim! Que gastam o dinheiro que deveria ir para o sistema de saúde ou cestas básicas? Claro que sim! Que roubam, roubam e só roubam? Claro que sim! Mas não podemos generalizar. Achar que todo rico provém de um tio político corrupto… Ou então, que todo sortudo de herança de família deveria abrir uma ONG e doar mais da metade do seu capital para os pobres só porque é um absurdo que ele tenha uma BMW e as crianças na Somália morram de fome. Simplesmente porque não é responsabilidade do “ricaço” saciar a fome do mundo ou prover medicamentos para a população necessitada. É responsabilidade dos ricos, da classe-média e dos próprios pobres contribuir para um mundo melhor, mas elegendo bem os representandtes do governos que vão controlar a máquina e não aportando o ódio sobre os que têm, em contraponto aos que não têm…
Na Europa a nova moda entre os ricos é andar de trem e viver em fazendas rústicas em um estilo de vida bem simples e tosco. É cool… Ou seria: é “prudente”?
O filho do Eike Batista? Se ele atropelou o pobre de bicicleta? Atropelou. Se tem culpa pelo acidente? Nao sei, pode nao ter culpa pelo acidente, mas com certeza culpado ele é… Culpado de ter nascido rico!!!
E eu? Vou correndo trocar o meu carrão importado por um basiquinho da Kia… Que mico se os meus amigos me veem esbanjando…. Fui!