Freud Explica

Freud explica. Explica tudo. Ou quase tudo… Por que esse apego ao passado? Por que não simplesmente seguimos em frente e guardamos com carinho os bons momentos dos nossos “ex”??? Porque somos inquietantemente frágeis quando o assunto é a alma humana. Somos pequenos e medrosos. Somos todos reféns do nosso passado.
Coisas que aconteceram são relevantes. Coisas que não aconteceram viram lendas. Lendas vivas dentro do rol de lembranças que nunca existirão tão perfeitas do lado de fora quanto dentro da nossa imaginaçao. O passado logo se transforma em futuro, através da esperança de ser, de novo, o que nunca foi antes.
Se aquele EX não vingou em um EXemplar marido, pode se transformar em um EXtremo oposto do que você tem atualmente, no EXato momento em que tudo poderia ser EXcepcional, se fosse na vida real…
Mas por que estar tão conectado ao passado? Freud de novo EXplica: Porque o presente ainda não se transformou em EX, sem tempo para decantar e madurar velhas lembranças e novas idealizações…

Deus

Os caminhos que percorremos nos levam a diferentes lugares. Às vezes, bem distante de onde idealizamos chegar, às vezes, do outro lado do mundo e, às vezes, bem ali, de volta ao ponto inicial. A vida nos transforma e nos molda. Somos todos reféns dos nossos pensamentos e, por consequência, das nossas atitudes. Somos todos “responsáveis”, mas insistimos em atribuir ao outro o sucesso ou o fracasso da nossa caminhada. No final espero estar Deus aí, com a cara de cada um, mostrando que Ele nada mais é do que a nossa própria idealização. A nossa força é o que faz com que toda a energia se movimente, e os nossos pés só entram nas casas em que adimitimos abrir suas portas.
E sempre existe a “lei das compensações”, mas, das nossas próprias compensações. Criamos um universo paralelo com variadas opções para nos confortar dos erros do passado que julgamos graves. Muitas vezes, nem nos damos conta… São as mães que têm uma penca de filhos depois de um abordo culposo, ou os adultos que se esforçam ao máximo para alcançarem o sucesso profissional depois de terem sido péssimos alunos, ou ainda, a mulher que se casa com um homem muito mais velho para justificar a ausência de um pai na sua vida… As razões da alma são, muitas vezes, mais fortes do que as razões da mente, como quando seguimos em briga com alguém querido somente para receber sua atenção.
Na próxima esquina espero encontrar a minha versão mais serena, mais benevolente, mais segura. A minha versao “abençoada por Deus”, pelo meu Deus, que me mostra a força que eu tenho para decidir como será o caminho, que eu mesma vou seguir.
E no final, bem velhinha, espero me encontrar com Ele, Deus com a minha cara. Mas com a minha cara de 30 anos… Por favor!!!

Traição

Quem não te conhece que te compre… Já diziam os antigos. Traição é sempre um tema complicado, que machuca quem recebe e deixa culpado quem trai. Cria um vazio, um espaço descoberto em uma casa, onde sempre que chove, molha a parte de dentro. E pode usar balde, panos e mais panos que sempre vai estar aí, aquele “rombo no teto”.
Alguns casais superam e, às vezes, até melhoram o que estava mal. Outros casais sucumbem e se separam. Mas o pior são os casais que fingem que superam, mas que passam a viver a vida para “massacrar” a parte alheia. Passam a agir com tamanha raiva que transformam a posição de “vítimas” para “agressores”. Muitas vezes, o fato do seu querido se sentir atraído e manifestar essa atração pelo “objeto maldito” não é o cerne da questão. Machuca, é claro, mas não é absoluto no contexto da dor arrebatadora da traição. O que mais atormenta nesse processo de recuperaçao “pós-trauma-de-corno” é o pensamento insistente de que a outra parte, ou o “objeto odiado”, sinta prazer. O deleite do outro pode machucar muito mais do que o deleite do nosso próprio traidor. Que ele sinta prazer, tesão e gozo já é insuportavelmente horrível. Mas que o outro sinta qualquer “cosquinha” aí é mortal!!!!
A verdade universal é que trair não é legal e ser traído muito menos. Mas… Ser dominado pela vaidade absoluta e implacável e deixar de viver bons momentos só porque temos ao nosso lado aquele velho amigo chamado orgulho, aí já é demais…
E tem sempre a loja de construçao do seu Zé na esquina da Farme com a Prudente. Lá as telhas são de ótima qualidade… Mãos à obra!

 

 

www.mariapoeta.com

Com gosto de bebida beijou minha boca. Senti em seu hálito um leve toque de outra mulher. Bebi seu néctar e entreguei mais que meu corpo. Fui sua em todos os momentos em que você era de outra. Me colocou no trono enquanto colocava outra na nossa cama. Senão sempre em matéria, muitas vezes em desejo. Divido meu gozo e minha alegria e você só me traz o gosto amargo do seu deleite com ela. Quem é ela? Por que te faz sentir o que eu não consigo? Qual é a diferença anatômica das nossas terminações? Se seus gemidos são mais cálidos, o meu já se calou. Se apagou em meio aos pensamentos indigestos das horas de contraste da sua língua e do toque dela. O que mais me aflige nao é o seu gozo, mas o sorriso de satisfaçao dela depois de ter estado com você…

“Simancol”

É incrível como as palavras têm força! E isso ocorre em várias passagens do nosso cotidiano, em coisas grandes e até pequenas… Como exemplo, tem sempre aquele folgado que abusa do poder que lhe é concedido pela palavra amiga e simpática do: “sinta-se em casa”! E não é que o sujeito se sente mesmo? Ou ainda a máxima: “É só chegar” E não é que chega mesmo? Pior mesmo é aquela: “Se precisar de alguma coisa é só falar…” Nesse caso melhor pedir à Maria que desligue o telefone, porque pedidos é que não vão faltar… Claro que existem exceções, pessoas educadas e de bom senso mas, quando encontramos com os “amigos do peito, irmãos camaradas”, aí a linha entre o “meu” e o “seu” se confunde. Também existem alguns desequilibrados que, com dois meses de relacionamento diário de convívio no trabalho, já se acham “íntimos” o suficiente para marcar happy hours na sua casa ou pedir aquela blusa nova caríssima para sair com uma paquerinha… E o pior é que cedemos, emprestamos, servimos e, no final, ainda agradecemos a presença.
Se para alguns faltam doses maciças de “simancol tarja preta”, para nós, simples mortais educados à base de boas maneiras e suplementos de cortesia extrema, com algumas pitadas de “medo” de desagradar, sobram reticências, vírgulas e pontos de interrogação quando o assunto é o universo alheio.
Então, passemos a economizar nas palavras e a diminuir a sua força. Se necessário, use um ponto final no início de uma frase.
E não, a casa não é sua, é minha. Ponto final.


http://www.espacoholistico.com.br/bibliote/textos/simancol.htm

Perfeição

As coisas são sempre melhores quando são “perfeitas”. E ser perfeito não significa ser “perfeito” no sentido real da palavra… Ser perfeito, muitas vezes, pode referir-se ao simples fato de ser extrememente dedicado ao que se pretende fazer. Isso quer dizer: “comprometer-se”. Comprometer-se consigo mesmo em seus propósitos e objetivos. Estar sempre buscando aperfeiçoar-se para encontrar a perfeição, ainda que essa perfeição nunca chegue realmente. Mas a busca correta reflete, muitas vezes, bons resultados.
Um exemplo bem claro que recentemente percebi foi a exposição na internet de uma foto tirada da famosa “maior bunda de silicone do momento”. Não bastasse a futilidade soberana do tema em questão, a bundona (pasmem!) estava parecendo uma gelatina gasosa, com milhões de imperfeiçoes jamais vistas nem mesmo em um protuberante cenário de guerra… Para quem se dedica a ganhar a vida mostrando esse principal atributo em particular está mesmo muito longe do que seria esperado! Por mais exótica que seja a inclinação de alguém por alguma coisa, há que assegurar-se de que esse ofício, ou hobby, ou ainda, simples ganha-pão, seja, ao menos, verídico e “próprio para o consumo”.
Tenho uma grande amiga que também dedica muito do seu tempo ao atributo em particular, mas, nesse caso, de uma forma séria e profissional (é personal trainer). Ela sim pode se dar ao luxo de classificar-se como a dona de uma das mais enormes e lindas bundas do mercado… Mas ela trabalha na “linha da perfeiçao”, porque dedica seu tempo a buscar o estado da arte… Ainda que seja da própria bunda!!!
http://www.meionorte.com/noticias/entretenimento/valesca-popozuda-exibe-bumbum-bizarro-e-seios-nus-no-desfile-do-salgueiro-na-sapucai-157868.html

M&Ms

Como disse o querido Martinho da Vila, existem “mulheres de todas as cores, de várias idades, de muitos amores”. Existem mulheres guerreiras, que brigam por sua posição na sociedade, que lutam para ocuparem lugares antes exclusivos aos homens e que clamam por seu direito pleno de ser mulher.
Mas a vontade de algumas mulheres em competir com os homens acabou por levá-las à condição de “MMs” (mulheres masculinizadas). E não estou me referindo às mulheres gays, não… Estou mesmo apontando em direção às MMs da vida. Alguns pontos são notórios no seu preâmbulo masculino: o corpo, antes feminino, agora ocupa amplos espaços geométricos com coxas absurdamente “fakes”, em um esteriótipo pior do que Schwarzenegger em “O Exterminador do Futuro”. Na verdade não sei se é do futuro ou do passado, na terra dos Neandertais… Futuro ou passado, o fato é que as mulheres de todos os tempos nunca se esforçaram tanto em busca de aplausos e olhos famintos como as MMs o fazem. Elas estão confundindo liberdade com libertinagem, assim como sedução com exibicionismo.
E por citar a mudança dos tempos, uma coisa acredito que não vai mudar nunca: os homens não gostam de mulheres “over”, com a exceção de jogadores de futebol, pagodeiros e jiu-jitsus… Como já dizia a minha Bisa: “existem mulheres para casar e mulheres para comer”, não que as casadas não possam ser comidas (e bem comidas!!!) mas as MMs “por supuesto” são somente para comer…
Vai um M&M aí????

É Carnaval

É época de curtir, de se soltar, de liberar. Mais do que uma época para beijar ou transar, Carnaval é o período obrigatório para libertar aquela “Maria Scarlet” que vive dentro de você. É época para dizer SIM às suas fantasias e gozar com o enredo de outros personagens.
Os arquétipos de”Povo de Rua” recebem o consentimento moral, ainda que implícito, para menear esfuziantes em plena luz do dia. E um festival de cores se mescla ao cenário cotidiano, tendo como pano de fundo o vermelho sangrento das anáguas das pomba-giras contrastando com o branco absoluto do terno engomado de malandros implacáveis… A pinga e o cigarro, o decote e o topete, o salto e o chapéu. Os artefatos são muitos e vale tudo para “incorporar” tipos libertinos, ordinários, devassos e insolentes.
Bisexualismo? Pode. “Trisexualismo”? Pode também. Orgia? Oba! Claro que sim… Pode tudo. E o melhor: pode-se levar TODOS os amigos, reais ou imaginários para a sua cama! É só pegar e destrancar aquela caixinha velha que está aí, no cantinho do seu armário… A chave? Um dedinho atrevido e um pensamento insolente…
Hoje pode… É Carnaval!

Não, obrigada

Não, obrigada. Não quero sair hoje. E também não quero receber ninguém na minha casa hoje. Não quero falar no telefone. Não, eu não quero concordar com a chata da sua mulher só porque é sua mulher… Não quero ter que mentir que o café estava ótimo. Na verdade, não quero é ter que tomar de novo esse café horrível. Não quero ser simpática nem querida. Não quero me vestir comportada em um biquíni GG só porque hoje a minha piscina vai estar cheia de gente… Aliás, eu não gosto daquele biquíni azul-turquesa que você me deu no natal do ano passado. Hoje é dia do não. Mas do “não, obrigada”. Porque, por mais antipática que eu seja no meu dia do não, sou sempre educada. Uma antipática educada. E não, não tem carnaval aqui na cidade onde eu moro…. Obrigada.       Fui!

Brega

É brega ir à praia de salto alto. É brega dizer que a sua religião é a certa. É brega mostrar em rede social as fotos do carro novo. É brega ser repetitivo. É brega tomar suco de caju com menta e açafrão porque alguém diz que faz bem para a pele. É brega contar as amenidades da sua vida doméstica. É brega dizer que ama e desaparecer do mapa. É brega fingir orgasmo. É brega ser tão espontâneo a ponto de dizer que está economizando até na marca do ketchup. É brega mudar o estilo pela moda do momento. É brega fazer um esporte “nada-a-ver” só porque passa na novela das oito. É brega ir a um jantar na casa de amigos com um decote até o umbigo. É brega falar que conhece um autor russo de livros best-seller só para ficar “In”. É brega arrumar correndo a casa quando chega uma visita. É brega ter mais tempo para o cachorro do que para o próprio filho. É brega fazer excursão com as amigas pelo próprio closet. É brega ser antipática com os amigos do marido só para curar a sua “dor-de-corno”. É brega não parar de falar do seu próprio trabalho. É brega implorar por um desconto em um item mega-supérfluo. É brega não assumir que perdeu e insistir. É brega querer sempre o que não se tem. É brega criticar o tempo todo a todos. É brega se achar mais chique do que realmente é. É brega passar fome para ficar com o corpo mais sexy. É brega ser alguma coisa que você não é.
Brega mesmo é dizer que alguma coisa é brega… Brega sou eu!

Ostracismo

O “ostracismo”, que pelo significado atual da palavra refere-se, genericamente, a modos informais de exclusão de um grupo através do isolamento social, é encontrado muito comumente nos dias de hoje.
Somos seres sociais. Será??? Quando pertencemos a um grupo em que escolhemos fazer parte, a coisa se torna mais simples…. Mas, quando o caso é a entrada ou permanência em um grupo que não está diretamente ligado ao nosso universo ou compromisso, aí, a coisa pode complicar para quem não se atreve a viver no mundo dos “easy going”… Conjugar bem-estar com diferenças culturais e sociais pode parecer uma arte para quem carrega nos ombros uma mochila cheia de “3As-negativos”: amarguras, aflições, angústias.
Conheço uma pessoa em especial que vem “pedindo”, de uma forma comportamental implícita, uma indelicada sessão de ostracismo… Demonstrar antipatia e falta de boa vontade social é um prenúncio de que algo em seu próprio universo não vai bem… As pessoas a sua volta tornam-se sugadoras do seu tempo e da sua vida. Conversar com os “amigos dele” parece um favor, e a fisionomia de tédio na festa de aniversário da Flavinha é inevitável… “Aliás, Flavinha não! Flávia!”
E aí perguntamos: Por que dificultar ao máximo a vida do seu companheiro, a de todos os amigos renegados que estão à sua volta e, por fim, a sua própria vida? Por que dificultar ao invés de conciliar? Talvez porque o grau de desgaste e mágoa que a pessoa carregue dentro da própria relação conjugal não lhe permita transpor a barreira da sutil indelicadeza social… Uma cara de altivez e superioridade satisfaz mais o ego de quem está com aquela fome de implicância do que a simpática retribuição de um elogio carinhoso. Esse sabor amargo se extende por todas as partes e se perpetua na posição deste ser dentro do “maldito grupo”. O destaque absoluto é a antipatia, também classificada como esquisitice ou chatice.. Seja o nome que for, o fato é que se a “Dona Azeda” não buscar formas alternativas para se destacar de alguma maneira positiva, ela vai encontrar uma cela de ostracismo a sua espera, dentro da mesma reunião em que todos estão dançando, bebendo e sorrindo. Reinventar-se , repaginar-se e redescobrir-se. Essa é a chave para começar a mudar a sua essência e conservar somente o que há de bom nela.
Ah! E nao se esqueça de jogar fora aquela mochila… Fui!