A Forma

A Dra Rosa Araya, diabetóloga especializada em nutrição, tem uma teoria interessante: o que importa não é propriamente (guardados os devidos exageros) a comida em si, mas, basicamente, a forma com que recebemos essa comida. Um exemplo clássico da sua teoria é que, se colocados lado a lado um suco e a mesma quantidade de frutas utilizadas para fazer esse suco, o melhor para não “engordar” é comer as frutas e não tomar o suco. Isso porque o suco já vem processado, ou seja, já vem “mastigado” para o estômago, enquanto a fruta ativa o processo de digestão, ainda na boca, o que estimula a “digestão completa”.
Não sou especialista nesse tema e não sei se essa teoria está certa… O que me encanta nessa história é a aplicaçao do conceito “forma”.A forma como se trabalham a matéria, o produto ou a informação é o que vai definir o resultado final. O melhor resultado vai ser encontrado, se utilizada a melhor forma… E aí vai por água abaixo o conceito de “o fim justifica os meios”… Mas, se são os meios certos que levam a um melhor fim, então, o meio é fundamental!
Da mesma forma, a informação que recebemos não é simplesmente terminada nela, senão que resultado da forma com que foi passada. É sempre bom ser cuidadoso com a utilização exagerada do e-mail para passar simples recados. Às vezes, o mais básico e-mail se transforma em um problema de relação no trabalho ou mesmo na vida pessoal. A forma como saudamos um vizinho pode determinar a percepção dele sobre nós para sempre. Não que isso faça a diferença na nossa vida… O que faz a diferença, muitas vezes, não é cuidar dos nossos filhos, mas a forma com que cuidamos deles. Isso, muitas vezes, resulta em adultos realizados e felizes ou em adultos problemáticos e cheios de vícios. É também (muitas vezes) a diferença entre um casamento onde o sexo é mecânico e o casamento onde existe tesão. Ou ainda, a diferença de quando recebemos alguém em nossa casa com um copo de água ou com umas comidinhas gostosas e um docinho no final… De novo, a forma com que se recebe é fundamental. A forma que demonstra carinho e o quanto esse alguém é especial.
É como, quando entregamos um relatório com diagramaçao. A diagramaçao faz toda a diferença… Porque nao é só cuidar, transar e receber. É a forma com que fazemos isso.
A sincera forma com que olhamos para alguém e dizemos “eu te amo”. Isso faz toda diferença…

Prepotência

Têm pessoas que são assim: Prepotentes.
São tão egocêntricas nas suas verdades que não se percebem, sequer, capazes de incorrer em um erro. A dinâmica das suas atitudes são embasadas sempre no foco central do “eu penso”, “eu quero”, “eu mereço”, e, finalmente, “eu sei”.
Não existe pudor nem educação que as faça recuar. Como “hackers” invadem sua planilha de vida e modificam metas e objetivos do seu “Business Life Plan” sem nem perguntar a sua opinião…
Têm sempre a certerza, e não a percepção, de que as suas ideias são melhores e que o nosso projeto deveria ser modificado. A estrada que escolhemos para percorrer não é a ideal e até a decoração da nossa casa poderia ser mais atualizada. Essa nossa viagem poderia ser feita daqui a alguns anos, ou o local quem sabe poderia ser outro, ou até, ficar mais dias…
A nossa vida está longe de ser perfeita. É claro que sabemos disso. Ninguém fuma por escolher morrer. Ninguém escolhe ser doente ou cheio de problemas para resolver. Mas acontece que, às vezes, acontece. Não sabemos por quê escolhemos isso e não aquilo. Por que somos burros, ou talvez intuitivos, ou porque estava escrito em algum lugar… O fato é que escolhemos. E nesse momento não adianta alguém nos dizer que a outra escolha era melhor. Pode ser que seja mesmo a escolha errada. Mas … E aí?
Como alguém pode interferir na vida de uma pessoa ao ponto de definir o melhor sabor para a sua comida? Se o sabor está intimamente ligado ao gosto particular de cada um, então deveria ser uma questão de gosto pessoal e não de qual é o melhor restaurante!
Temos, nas nossas vidas, algumas pessoas que amamos e outras nem tanto assim (na verdade bem menos que nem tanto… however), mas o que assemelha algumas dessas pessoas? A “Prepotência”, é claro… A prepotência de se achar certo sempre, de se sentir superior, de ser ou ter. De saber… Acho até que o pior castigo que Deus, ou seja lá quem comanda essa “Assembléia”, poderia decretar para a população prepotente seria a mudez. Isso porque o que os olhos veem o coração não sente mesmo e o que o ouvido escuta é filtrado milhões de vezes antes de chegar ao cérebro…
Então… Compra um apartamento no bairro do Flamengo que vai valorizar, viaja pra Europa para conhecer os museus que são imperdíveis e vai almoçar no Le Veulmont que é o melhor restaurante que tem no Rio!
Fui!

Gays Promíscuos

Sou totalmente a favor dos Gays. Do seu direito pleno de se relacionar com quem quiserem, de escolherem seu próprio destino, de serem felizes. Tenho amigos e familiares que são gays. Normal. Cada um com suas preferências. O que me aflige e me assusta é a forma com que alguns membros da “Comunidade Gay” estão se posicionando dentro da sociedade. A conduta exagerada focada no lado sexual é quase uma afronta a quem não pertence a esse grupo de gays agressivos… Entro em blogs gays e só encontro material pornográfico, parecendo que sairam de uma locadora de vídeos eróticos. Vejo novelas em que os gays são representados como “viadinhos afetados”, que existem sim, mas que não correspondem à totalidade de gays “normais”- pessoas que preferem se relacionar sexualmente com outras do mesmo sexo. Simples assim.
As alegorias linguísticas, difundidas em salões de cabelereiros e boates gays, ocupam um espaço precioso do nosso tempo verbal e transformam o nosso português cotidiano em um espetáculo “heterofóbico”. A sensaçao é de que existe uma “vingança” por anos de exclusão social que terminou por elevar a categoria de nação gay a um patamar de rebeldia e ignorância. Rebeldia porque assume uma postura impositiva à sociedade atual, abusando de gestos e parágrafos agressivos; ignorância porque não percebe, à luz da racionalidade, que exigir respeito sem provê-lo não resulta em nada. Pior, só ajuda a agravar mais o grado de separação entre os diferentes “mundos”.
Quem sofre com isso são os “gays normais”, pessoas que levam sua vida com a mais pura normalidade, trabalham, sao casadas ou têm namorados, viajam, têm filhos…. Vivem a sua opção sexual sem a necessidade de comentar sobre o seu “atributo físico” a cada 10 palavras nas redes sociais, sem a exposiçao de fotos eróticas ou qualquer manifesto ao prazer explícito. Essas mesmas pessoas educadas e éticas sofrem a consequência de um rechaço “natural” da sociedade ao ambiente composto por pessoas gays. Locais de trabalho acabam optando por pessoas héteras por considerarem candidatos gays “pouco estáveis emocionalmente”; leis sobre adoção para casais homosexuais são atrasadas e repensadas milhões de vezes devido à “conduta exagerada” de uma parcela promíscua de gays. Amigos e parentes têm mais dificuldade em aceitar a homosexualidade alheia pela associaçao direta (mesmo sem querer) ao retrato impresso pela mídia ao universo gay.
Ser gay não é bonito, é NORMAL. É tao somente uma mera opção sexual… Nao devia ser transformada (por alguns) em um motivo para assegurar uma exposição baixa, vulgar e promíscua. Afinal, uma pessoa bem resolvida sexualmente não necessita contar para o mundo quantas posiçoes consegue fazer na cama… Um beijo, por exemplo, é algo lindo com ou sem amor, mas um beijo com língua é algo lindo entre quatro paredes e não no meio da rua. E isso vale para os casais héteros ou gays.
Isso é uma questão, acima de tudo, de educação!

Gol

Já dizia Nostradamus e garantia o Calendário Maia que, em 2012, seria o “fim do Mundo”. Os astrólogos reverberam essa máxima e os descrentes a descartam. Mas não há como ignorar que o Mundo já está acabando de uma certa forma, há algum tempo…
Chegamos no limite da exploração humana em vários quesitos, principalmente, no âmbito sexual. A nossa população jovem está perdendo gradativamente a experiência da paixão e do encantamento. Não reconhece mais o sentido do belo e valoriza o artificial e o superficial com toda força da sua virilidade. Vemos, em programas como “BBBs”, fortões desfilando orgulhosos seus braços e barrigas de Popeye e “Piriguetes” exibindo o atributo mais importante da atualidade, que é um “popozão gigante”, de preferência com a incrível funcionalidade multi-flex de “porta-bandejas”… É a forma de sedução mais fútil e pobre que uma sociedade pode dispor!
O sexo já foi banalizado há muito tempo e as pessoas precisam cada vez mais de uma dose extra para que o excitamento chegue ao ponto do “gozo”. O gozo por si só nunca foi tão fácil e tão difícil de se conseguir; Tão fácil o “gozo orgânico”, porque existem milhoes de corpos desnudos incrivelmente musculosos esparramados nas várias telas da nossa casa… Difícil o “gozo pleno”, porque a oferta já é tão ampla que, no final, buscamos o raro, o difícil, o exótico; Aquele prazer puro que nos emociona. E não estou falando em puritanismo ou em sermões evangélicos… Estou falando em putaria! Putaria boa, com sacanagem de verdade…. Mas uma sacanagem original, com pele, cheiro e tesão. Não esse desfile de avatares bombados e bonecas enfeitadas de pombagiras modernas…
O sexo nos dias de hoje se transformou em um “jogo de golf”, a cada buraco convidativo, várias tacadas para um único e rápido momento de deleite do jogador que acertou o alvo.
Um detalhe… Golf é chato… Um dia, quem sabe, esses jovens aprendam a jogar futebol… A suar atrás de uma bola, a defendê-la com toda sua força, driblando seus oponentes e sentindo a emoção de fazer um gol! Um gol, e não uma tacada…
Bem-vindo 2012!

Autênticos

Crescemos em um mundo que nos exige muitos predicativos para passarmos no vestibular da vida com notas altas. Ser socialmente aceitos é um tema importante na vida de todos nós, ao menos em alguma fase da nossa existência. Porém chega um momento em que os espelhos param de refletir o que queremos mostrar e passam a mostrar um “eu”, um “você” autêntico. Nesse momento a aceitação da própria pessoa se torna mais importante do que a aceitação do “todo”. E esse “todo” se resume ao “pouco” que aprovou tal comportamento. Felizmente novas carreiras estão sendo estruturadas dentro das mesmas universidades. Não é mais necessário mudar de instituiçao para seguir a carreira homosexual ou bissexual. Hoje já se pode frequentar as mesmas aulas em que está matriculado um casal com diferença de mais de 20 anos de idade. E o que motivou esse amor a acontecer não está na pauta da matéria, simplesmente porque não vem ao caso. É só mais um casal no meio de tantos. É só mais uma história de amor. Só que agora se passa de forma autêntica, na frente de todos os ex-CDFs. Ex, porque CDF agora pode ser todo mundo segundo o novo decreto social, que estabelece novos predicativos para todos os alunos, não importando o tipo de cabelo ou o desejo sexual de cada um… Somos seres livres, e como tal devemos seguir algumas normas… E uma das primeiras lições que se aprende na universidade da vida é que ser autêntico requer coragem, força de vontade e amor próprio. E para quem consegue se graduar, uma satisfaçao no vídeo de encerramento da festa: olhar para tudo o que se viveu e perceber que valeu muito a pena ter sido “autêntico”…

Chatas, simplesmente… Chatas!

Existem pessoas que são assim… Chatas! E não há nada que se possa dizer para justificar algumas chatices típicas e enfadonhas. Há vários tipos distintos de chatos, mas em geral podemos reconhecê-los imediatamente, a partir do momento em que começam a falar.
Os CP “Chatos Prepotentes” sao aqueles que, quando consultados (ou nao) por algum assunto, têm sempre o melhor conselho, a melhor solução, a melhor visão do todo. Essas pessoas estão sempre, dentro da sua percepção, um passo à frente de nós, “simples mortais”. A “inenarrável experiência sagrada de vida” que carregam é sua companheira íntima e “aquela modéstia”, sua pior inimiga.
Essas pessoas costumam ser prepotentes e donas da verdade. Talvez porque em algum momento lhes faltou um tratamento adequado, ou mesmo por falta de umas palmadas na infância… As causas podem ser várias e estarem escondidas em lacunas muito estreitas do seu passado, mas as consequências… Ai as consequências… Essas estão evidentes aos olhos de quem quiser olhar!!!
Essas pessoas “Chatas Prepotentes” ligam o “modo automático” e vão em frente… Se, sem interrupções, melhor ainda! Um exemplo de uma chatice sem fim é quando um grupo de amigos está reunido e, de repente, o tema declina para algum assunto de empregada e… Oba! A “chata” imediatamente começa a falar de diferentes métodos de limpeza de fogão, que se usar limão com sabao de coco o resultado é melhor… blá, blá, blá… O assunto se torna tão insuportável que discretamente todos focam em outro tema, corajosamente iniciado por um destemido ou “não-tão-íntimo”. A “chatonilda” entao direciona seu alvo para alguma pobre alma solidária que tímida ou educadamente nao desviou (ainda) a sua atençao… Fora o problema da prepotência em si, o que acontece com as pessoas chatas é que os seus assuntos são tão entediantes, tão sem graçao, tão sem “quórum” que não despontam o mínimo interesse em um ambiente social.
Há também uma categoria muito peculiar que é a dos CR “Chatos Reclamões”. Eles reclamam de absolutamente tudo!!! “O fulano é legal, mas…” O macarrão tá bom mas tem pouco molho”, “o evento tava legal, mas…” Todas as colocações levam um “mas”, tudo sempre deve ser melhorado e nada é bom pelo simples fato de que é bom. O simples está sempre muito distante do ideal. E muitas vezes até mesmo o “rebuscado” nao agrada… Imagina conviver intimamente com essa categoria de seres humanos??? Talvez por isso exista tanta traição amorosa nos dias de hoje… Pobre do homem que tem que aguentar uma “chatona” dessas em casa!!! Ou da mulher que tem que aguentar um “chato ranzinza” desses…
Desculpem a minha falta de diplomacia, mas conviver com representantes dessa população de chatos é, às vezes, irritante… Mas em algumas situações simplesmente não temos como fugir… Imagina, por exemplo, se uma grande amiga sua se casa com um chato irremediável? Não tem o que fazer! Ou tem: pararmos de falar mal dos “chatos prepotentes” e dos “chatos reclamões” para que nós mesmos nao sejamos classificados como um deles… Fui!!!

Crianças Precoces

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O tempo é sábio… Ele nos ajuda a cicatrizar mágoas, acalmar dores sem solução, realizar sonhos que antes pareciam impossíveis. Muitas vezes brigamos com o relógio querendo que o tempo passe rápido, assim como as mulheres que estao grávidas e desejam que o tempo corra pra que elas possam, enfim, ver o rostinho do seu bebê, ou, ao contrário, quando o tempo passa tão rápido que o único que se deseja é que o filho fique “um tempinho mais” parado nessa idade. Só que o tempo passa mesmo… E uma das delícias da vida é ver essa evolução dos nossos pequenos, que se transformam em grandes em muito pouco tempo.
Mas há algumas mães que não se conformam com esse tempo natural e tendem a adiantar o processo das coisas. Recentemente um caso teve repercussão mundial quando a mãe, uma inglesa com nome de Sarah Burge, também conhecida como a “Barbie Humana” presenteou a filha de apenas 7 anos com um (pasmem!) “Vale-cirurgia plástica de lipospiraçao”. A desculpa dessa mãe para tamanha ignorância é o fato de que sua filha só poderá ocupar o “dito vale” quando completar 16 anos. Nao interessa se a menina vai fazer ou não a cirurgia (provavelmente vai). O que importa nessa história é o efeito devastador na construçao da personalidade dessa menina que deve se refletir até o resto de sua vida. Isso porque a associação ao conceito de prazer só vai se dar quando ela se “sentir bonita”. Os seus critérios de valor vão estar obrigatoriamente associados à “beleza”, e as relações de afeto que buscar pela vida também vão estar atreladas a esse tema. “Sentir-se bonita” será uma questão primordial em sua vida, até mesmo de uma forma obsessiva. Quem necessita de um tratamento é essa mãe, mas não estético e sim psicológico…
Existem outros casos de distorções psicológicas dos pais com relação à má aceitação do tempo em que vivem as crianças, como por exemplo, os pais que acham lindo dar um “golinho” de chopp ou vinho para os filhos pequenos. E nao estou falando de molhar a chupeta para o bebê dormir melhor. (Sem radicalismos!), mas sim do estímulo exagerado ao uso de artefatos e ideias que pertencem exclusivamente ao universo adulto. A consequência são crianças e jovens que desenvolvem problemas de ansiedade, compulsividade e até depressão. Senão no momento atual, provavelmente no futuro.
O que acontece é que a vida, por si só, já é demasiada estimulante em um cenário cheio de preocupaçoes e cobranças, e o nível de exigência ao qual as crianças já são submetidas normalmente (até que cheguem na fase adulta) é intenso e, às vezes, pesado. Não se deveria colocar mais pimenta nesse molho…
Conheço um caso de uma menina de 4 anos que é totalmente fanática por roupas de marcas (além de outras “esquisitices” que não são para nada peculiares na sua idade). Ela simplesmente se recusa a usar roupas que não sejam das marcas Lacoste, Polo, Gap ou Guess Infantil. Essa atutude é claramente um exemplo que vem do estilo da mãe associado ao estímulo dos pais que apoiam esse comportamento extremamente fútil e doentio, através do ato de comprarem as roupas que a menina “exige”. Essa menina está “replicando” o que vê e entende que agir desta forma é o certo dentro da visao familiar em que está imersa. Seu comportamento não seria “totalmente errado” se fosse vivenciado dentro de uma idade coerente com esses “abusos consumistas”, que é a etapa da adolescência. Ou seja, através do estímulo e permissividade da mãe, essa menina eliminou etapas preciosas e hoje vive uma fase adolescente em um corpo e mente de criança.
É preciso conscientizar esses pais de que querer o melhor para seus filhos é diferente de quitar o seu tempo de madurez, proporcionando coisas que ainda nao fazem parte do seu universo.
Ver uma criança de 5 anos comendo sushi é bonitinho, mas vê-la questionar quantas calorias têm no prato que ela vai comer é preocupante!

A Difícil Arte de Ser Social…

Amigos são um presente de Deus! Será??? Bom, digamos que um presente de Deus e um mérito nosso pelo esforço diário, semanal, mensal ou até anual para mantermos este estado.
A amizade existe em vários graus e estágios… Há amigos de longas datas, amigos recentes, melhores amigos, ex-amigos e até inimigos. Existem amigos que não são propriamente amigos, mais chamados de “colegas” ou “conhecidos”. Mas há uma categoria especial que são aqueles amigos antigos, que estudaram com você em alguma fase da vida, que frequentaram suas festas de aniversário e que conheceram um “você” bem diferente do atual.
Os amigos antigos que se afastaram (por nós, por eles ou pela vida) nos trazem lembranças muito boas (bem verdade que algumas nem tanto!) e uma sensaçao de alívio e calma ao sabermos que o filme nao encerrou, mas está “pausado”. Assim, em “pause” se pode amar sem nenhuma declaraçao ou esforço. Apenas com o deleite de memórias inesquecíveis. A obrigação social está neste caso “temporariamente fora de stock”… E o máximo que se faz nessa categoria de AAA (amigos antigos afastados) é desejar um “Feliz Natal” ou um “Feliz Aniversário” com os derivativos sequenciais de praxe: “proteçao, felicidade, saúde, paz, realizaçao de todos os sonhos, blá, blá, blá…” E nao que sejam saudações falsas, é claro! Sao (dependendo da pessoa) até muito verdadeiras. Mas estao dentro de uma certa “obrigação social”. Isso porque já está condicionado em nossa sociedade (principalmente na nossa cultura brasileira calorosa) que para gostar tem que demonstrar que gosta. E as declarações são itens necessários dentro dessas demonstrações de afeto. Não basta você querer o bem de alguém com toda a força do seu coração… tem que dizer a essa pessoa que você quer o bem dela, e de preferência com todas as letras, vírgulas e pontos.
Dentro dessa linha de pensamento, os AA (amigos atuais) são os mais preocupantes. Porque se para os antigos já existe uma certa cobrança social lá no “inconsciente coletivo”, imaginem o efeito de nao demonstrar constantemente o enorme afeto ao amigo de todas as horas??? Se esquecemos de proferir as “palavras mágicas” nos sentimos (geralmente) culpados… isso porque esses amigos estao em “Play”, em estado de “Conta Ativa”. E uma conta ativa requer esforço, dedicação e tempo. Tempo que às vezes nao temos. Ou temos, mas nao queremos gastar desta forma. Por exemplo: se nasce o filho de algum amigo em “Conta Ativa” é esperado que acompanhemos essa etapa tão importante da vida desse amigo atual. E se deixamos de acompanhar por um tempo, a nossa conta se torna “inativa”. Levamos uma “pausa” em sinal de cartao vermelho até que nosso rendimento como amigos dedicados melhore e voltemos a ocupar a posição de atacante.
Para algumas pessoas fazer amigos é fácil, para outras nem tanto. Porém a manutenção de uma amizade é o que nos faz ganhar ou perder pontos no jogo social. E quanto mais amigo, mais dedicação é necessária…Ufa!
Bom, aproveito para desejar um Feliz Aniversário antecipado, um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo do próximo ano…
Assunto resolvido!

Quando “Menos” não é “Mais”

Tenho uma amiga que adora o conceito do “Menos é Mais”. Realmente concordo com a harmonia visual, que relaxa os olhos ao encontrar um cenário clean. Casas em estilo minimalista são um atrativo nao só para decoradores como para toda pessoa “comum”. Nesse estilo encontramos uma decoração com poucos objetos e cores que combinam (ou nao) entre si. Tudo muito bem organizado e com cheiro de novo. Talvez aí esteja o problema… É tudo muito zen, muito limpo de informação, muito ordenado em seus escassos detalhes. Eu mesma sou uma fä confessa do estilo minimalista, e sempre busquei a perfeição das formas e cores através de uma idéia mais linear. Só que com o passar dos anos fui percebendo que uma casa, assim como roupas, cabelo, cara, comida e diversos tópicos do cotidiano necessitavam de um pouco mais de cor e movimento.
Nao podemos mudar a decoração de uma casa a cada ano, mas podemos acrescentar um vaso de flor ou outro objeto para dar mais vida ao ambiente (mesmo que por apenas uma estação). Podemos um dia acordar e colocar uma roupa mais ousada, com cores e estampas ou aquele acessório mais estravagante. Podemos ousar e mesclar alguns sabores, algumas idéias, alguns conceitos. Podemos fazer às vezes um “Mais é Mais”.
Voltando àquela minha amiga, vejo sua filhinha de 7 anos, sempre com umas roupinhas bem “simplesinhas”, sem nenhuma estampa ou detalhe. Dinheiro nao falta para enfeitá-la, mas o estilo que prevalece é de que ela já é tão linda por si só que não precisa de mais nada. Precisar não precisa, mas… Que ia ficar mais graciosa com um laçinho na cabeça… Ah, isso ia!
Não estou falando em transformar a menina em uma “Viúva Porcina”, é claro! Até porque tudo em exagero acaba declinando ao brega, ao cafona.
Mas se por um lado uma apresentaçao em Power Point com milhães de detalhes polui a vista, há de se convir que uma apresentaçao com puro fundo branco também cansa … Em algumas coisas apostar no “Menos” pode até ser perigoso. Algo que exemplifica bem essa questao é a realizaçao de um evento, onde é sempre bom optar pelo “Mais”: mais comida, mais diversidade, mais decoração, mais detalhes. Acho inclusive que o item “Mais Comida” é fundamental em um evento. Primeiro porque sou uma gulosa incorrigível e segundo porque já vi acontecer eventos onde a sofisticaçao de sucintos elegantes pratos terminou no mico de uma deselegante fome dos convidados ao sairem da festa reclamando. Nessas horas o menos realmente nunca é mais…
Entao, coloca um vestidinho bem coloridinho nessa menina, aumenta o som e traz a bandeja de salgadinhos!!! Ah! E cuidado para nao esbarrar nos milhoes de enfeites da festa…

“A fé remove montanhas” e, de fato, remove há mais de 2 mil anos.
A utilizaçao desta força manipuladora pode formar impérios, destruir geraçoes inteiras, arrastar multidoes e fazer fortunas.
Um claro exemplo foi o caso da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtianide, 43 anos, que foi condenada a morte por tentativa de assassinato do marido e adultério. Um detalhe: o juiz decidiu que a morte vai acontecer por apedrejamento. Segundo Sakineh o homem que matou seu marido foi identificado e preso, mas não foi condenado à morte porque o filho de Sakineh o perdoou: “A resposta é muito simples. É porque sou uma mulher e acham que podem fazer o que querem com as mulheres neste país. Para eles, o adultério é pior que o assassinato, mas não todos os adultérios: um homem adúltero pode acabar na prisão, mas para as adúlteras significa o fim do mundo”. – relata a acusada.
Este crime que vai acontecer está totalmente atrelado ao contexto político do país em questao. Esse contexto político por sua vez está também intimamente ligado à cultura dessa sociedade, uma cultura religiosa ao extremo, que trabalha na fé das pessoas de que adultério é tao grave ou até mais grave que o próprio assassinato. Isso está impresso na fé de uma religiao. Que dita normas e regras de condutas, segundo os mandamentos sagrados de Alá, Buda ou Moiséis. Não sei bem de qual enviado, mas em algum momento alguém ou alguma entidade escreveu que isso era um pecado terrível e em pleno ano 2012 vai acontecer (mais) uma morte embasada em uma premissa de vários aspectos, mas predominantemente… religiosa.
A fé, resumida em religiao, disciplina e catequisa a mente de muita gente. Trabalha com o que há de mais eficaz para controlar a mente humana: o medo. O medo do desconhecido, do abstrato, do oculto.
A fé é boa, é saudável, é necessária.
É o que nos faz acordar todo dia e seguir adiante.
Ter fé na vida.
Ter fé nas pessoas.
Ter fé em nós mesmos.
O que me perturba é a religiao como instituiçao. É a inibiçao e a arrogância.
É o conceito do que está certo e do que está errado. É a manipulaçao psicológica que nos transforma a todos em “John Malkovich” enfileirados em uma fila de pao…
Melhor rezar logo esse Pai Nosso para que eu possa dormir tranquila. Afinal, essas palavras podem ser apenas palavras… Mas eu tenho fé nelas.                       Fui!